Esse é o título que ilustra a matéria que narra os resultados do Seminário Info Redes Sociais, na revista Info, recém chegada às bancas do país.
O modus operandi das agências de publicidade na condução dos seus clientes por esse universo foi, na medida do possível, amplamente debatido no evento e diferentes posicionamentos foram defendidos.
Como participei como debatedor do painel que explorou as possibilidades do orkut como rede social, no que diz respeito ao uso da rede para criar interação de qualidade e eficaz com o seu público, tive oportunidade de externar aquilo que a meu ver, com base na minha experiência e com base em boas referências a respeito das melhores práticas do marketing boca a boca.
Portais e outras mídias tiveram as suas oportunidades de discutir temas polêmicos e/ou nervosos, como, respectivamente, a perceptível e natural, embora ainda incipiente, mudança no fluxo de investimentos em publicidade em direção às mídias digitais e sociais no Brasil e no mundo, ou, ainda, sobre o posicionamento das empresas, por intermédio de ferramentas sociais como blogs e afins.
Em aparente dissonância, Wagner Martiins, na oportunidade que teve de expor seu pensamento sobre blogs como mídia, reforçou seu mantra de que “se você oferece dinheiro para um autor publicar algo sobre sua empresa, estará forçando uma conversa que ninguém quer ter”, com o qual, é claro, não concordo; mas entendo seu ponto de vista, porque, certamente, no nosso mercado, apenas alguns poucos players de mídias sociais já encontraram mesmo os caminhos de como estabelecer diálogos entre marcas e consumidores por meio de conteúdo veiculado em blogs e noutras redes digitais de relacionamento social e profissional. Se mal assistido, se cliente fosse, eu não anunciaria em blogs. Seria melhor mesmo não usar esse recurso – ou qualquer outro, mal assistido – e não conte pra mamãe. ;)
A esse respeito, tive nova oportunidade de me encontrar com agências diversas, em outro evento ocorrido em SP, no final de semana passado – o Blogcamp – onde minha participação praticamente se restringiu a bradar pelo “simancol” por parte dos “blogstars”, que (alguns poucos) até já aprenderam a ganhar dinheiro com seus blogs, mas, dentres os quais, a enorme maioria ainda está absolutamente distante de saber como fazer seus patrocinadores ou anunciantes ganharem também.
Pensando nisso, urge que tenhamos referências mais realistas do ofício de blogar profisionalmente em nossas paragens. O seu blog pode ser não mais do que o seu diário pessoal (e você estará em boa companhia, se for o caso – ouso dizer que 99,9% dos blogs do Brasil não são mesmo mais que isso, nesse momento), problema nenhum nisso.
Se existir uma receita de bolo para profisionalização dos blogs como mídia relevante, parte dessa receita deve orientar o foco do blogueiro para fora do próprio umbigo, provavelmente o colocando no seu público E no seu cliente (o anunciante), de quem é potencial cliente o leitor do seu blog. Simples mas tem se mostrado muito difícil na prática…
Citei, por ocasião do debate no Blogcamp, exemplos de blogs que se prestam bem ao papel de formarem opiniões e decisões de “compra” pelo simples fato dos seus autores terem adquirido credibilidade e o respeito necessários aos verdadeiros hubs sociais. Visto que há casos de sucesso sendo construidos por quem sabe fazer, contra os fatos não há argumentos possíveis. Mas, sim, estamos ainda engatinhando por parte da blogosfera.
A blogueira Nospheratt, patrocinada por alguns deses hubs sociais, acaba de lançar uma cartilha bem bacana para os amadores amantes desse cenário. Digo que nos serve – a todos.
