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Por onde flui o capital empreendedor no Brasil

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O capital empreendedor – que, via de regra, busca empresas que atuem em mercados de rápido crescimento e vantagens competitivas significativas – possui fontes diversas de financiamento, e algumas são mais adequadas que outras aos igualmente diversos estágios de formação da empresa, do fluxo de caixa do tomador, dos montantes e das regras e restrições impostas pelo financiador.

No estágio de Concepção da empresa (ou de projeto), as fontes mais indicadas são as reservas / poupança do próprio empreendedor – ou de pessoas das suas relações pessoais de quem possa tomar por empréstimo, como familiares e amigos próximos. Os chamados angels investors também atuam muito fortemente em empreendimentos nesta fase de projeto. Neste momento, a receita é zero e o fluxo de caixa negativo, mas não muito ainda, porque, via de regra, este estágio ainda demanda poucos investimentos efetivos, tais como o elaboração do Plano de Negócio , o desenvolvimento de estudos e projetos e pesquisas preliminares de mercado.

Já no estágio seguinte – que vamos chamar aqui de Start-up – onde se desenvolvem protótipos, projetos-piloto, novas pesquisas de mercado, aquisições de máquinas e equipamentos e onde pode-se começar a contratar mão-de-obra, onde a receita ainda é muito baixa e oscilante e o fluxo de caixa é mais fortemente negativo – a principal opção de fonte de recursos de terceiros é quase sempre o capital empreendedor (também chamado capital de risco ou venture capital) e, eventualmente, parceiros potenciais de negócios. Para atrair esse tipo de investidor a empresa deve apresentar potencial de crescimento expressivo, atuar em mercados atraentes, com produtos e / ou serviços competitivos e preferencialmente inovadores.

No estágio seguinte de vida de uma empresa – o Inicial – esse leque sempre aumenta, visto que, com o desenvolvimento dos negócios os financiamentos bancários começam a existir e a empresa tende a ter fluxo de caixa suficiente (embora, quase sempre ainda relativamente baixo) para arcar com os juros e amortizações cobrados por este tipo de financiador. Isso sem contar que neste estágio começam a surgir possíveis recursos de incentivos fiscais e de clientes (receitas) mais regulares.

Na fase de Expansão da empresa, dependendo do seu grau de maturidade e do montante de recursos a ser aportado, o private equity surge como possibilidade real a ser considerada – sempre com alguma perda de liberdade por parte do empreendedor, em função da necessidade de passar a ter que informar os investidores de forma mais sistemática a respeito de tudo o que diz respeito à gestão do negócio.

Para empresas mais Maduras e robustas, o mercado aberto de ações, através de emissões públicas, além de todas as opções anteriores, surge como um possibilidade a ser considerada.

Fundos de capital empreendedor são geridos por uma empresa administradora e seus sócios são investidores de longo prazo.

Um tipo de fundo bastante comum no mercado brasileiro são as holdings; e existe ainda subsidiárias corporativas de instituições financeiras ou de grandes empresas, cujos recursos são provenientes do caixa dessas instituições.

Os processos fundamentais do capital de risco, normalmente, são:

1. Captação
2. Seleção
3. Análise
4. Investimento
5. Acompanhamento
6. Desinvestimento

Mas isso é assunto para um outro post. Até lá!

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