Sim, coworking é a pauta da vez. Por aqui mesmo você já deve ter lido alguns artigos sobre o tema, quando falei sobre o The Hub, ou em uma ou duas outras oportunidades. Mas, afinal, muita gente ainda se pergunta que raios de coisa é essa? Um neologismo geek? Uma moda passageira? Uma marca?
Bem, no nosso meio, na web, de uma maneira geral, são cada dia mais comuns profissionais que, como eu, estabelecem-se em seus home offices, bases de trabalho independentes, com todo o incômodo e com os inconvenientes que isso pode trazer. É preciso e possível manter uma organização mínima para que esse tipo de coisa funcione, nem sempre tão fácil na prática – o Augusto Campos trata super bem bem esse tema num post recente e noutro mais antigo, de abril do ano passado. A Samantha Shiraishi também andou postando sobre o assunto. Isso pra citar apenas duas referências próximas.
O aluguel compartilhado de “escritórios casuais“, como os chamou o Tiago Dória em artigo de julho de 2007, não deixa de ser uma alternativa razoável, mas nunca me apeteceu completamente, dado, dentre outras coisas, a informalidade desses espaços. E basta conhecer alguns dos espaços onde trabalham os blogueiros – e muitos microempresários, freelancers, startups brasileiros e muitos muitos outros – para entender o quanto essa coisa da impessoalidade pode ser um problema complicado.
Pois bem. Hoje, depois de deixar a carreira executiva e de me concentrar no empreendedorismo na própria blogosfera, acabei por criar e/ou me envolver em diferentes grupos de negócios – a saber:
Em todos os casos mencionados há intensa interação com grupos de pessoas de diferentes tamanhos. Além disso, networker compulsivo que sou, estou sempre envolvido em atividades offline promotoras dos meus interesses pessoais e/ou profissionais, o que me coloca em permanente contato com novos grupos de pessoas e de negócios. Novos potenciais coworkers.
O coworking nada mais é do que “o ato de trabalhar junto“, de compartilhar recursos, ferramentas, normas, diretrizes, de formas diversas. Isso pode se dar em espaços comuns ou não, virtuais ou offline.
No meu caso, atuo em grupos de coworkings, conforme mencionado acima, que são:
Em função do acúmulo das atividades e da necessidade sentida de estarmos em contato mais estreito e permanente, estamos criando condições para que compartilhemos um espaço comum numa sede em São Paulo, cujo endereço e infraestrutura encontra-se nesse momento em negociação com empresas interessadas e potenciais parceiros de negócio. O nome da PJ que habrigará essa infraestrutura? Coworkers, ora! A url? http://coworkers.com.br, igualmente em construção. A idéia é criar uma espécie de incubadora de negócios.
Isso posto, ainda assim estaria correto dizer que os grupos que participam dos blogcamps, barcamps, startupcamps, campus party, cafés.com blog também estão inseridos nesse conceito de coworking? Pra mim, num sentido mais amplo, sim – por que não estariam.
Algo me leva a crer que esse é um conceito que veio pra ficar. Acho improvável que blogueiros, empreendedores e startups possam ir muito longe, por muito tempo, sozinhos. A figura do blogueiro ou do empreendedor ensimesmado, solitário não me passa a impressão de capabilidade. O que não quer dizer que tenhamos sair por aí nos associando a redes de blogs ou de negócios, mas quer dizer, sim, que é preciso que estejamos o mais conectados em rede possível. Redes socias, redes de relacionamentos diversos, redes de negócios, redes de colaboração, de interação, enfim, não haveria como ser diferente mesmo. Vivemos o auge da era das redes.
Acredito que entre os mitos da web 2.0 pode-se acrescentar o de que a interação virtual é tudo. Não é. Nada substitui o tet-a-tet.
É isso aí.
Grande abraço!


O que é coworking? | Boombust…
O coworking nada mais é do que “o ato de trabalhar junto”, de compartilhar recursos, ferramentas, normas, diretrizes, de formas diversas. Isso pode se dar em espaços comuns ou não, virtuais ou offline….
[...] relacionamentos and etiquetado: coworking, home office, trabalhar em casa Wagner comenta hoje o Coworking num interessante ponto de vista, do qual discordo apenas que estejamos em “bases de trabalho [...]
[...] grandes e boas novidades. Para quem não sabe ou ainda não ouviu sobre Coworkers, o Wagner Fontoura explica bem sobre o [...]
[...] O que é coworking? | Boombust O coworking nada mais é do que “o ato de trabalhar junto“, de compartilhar recursos, ferramentas, normas, diretrizes, de formas diversas. Isso pode se dar em espaços comuns ou não, virtuais ou offline. (tags: boombust.hitechlive.com.br 2008 mes1 dia22 at_tecp coworking trends tendências blog_post) [...]
[...] entre jornalistas e blogueiros que nada, tudo balela, remar contra a correnteza. Conceitos como coworking, jornalismo cidadão e colaborativo, fazem hoje das mídias sociais um bom negócio, e ponto. [...]
[...] se dar em espaços comuns ou não, virtuais ou offline. Entenda mais sobre o fenômeno nos blogs Boombust, do Wagner Fontoura, e no Tiago Dória [...]
[...] e bate-papo é importante. O evento faz parte da programação eclética do The Hub SP, espaço de cooworking em São Paulo e que por acaso é o “escritório” do Startupi. Para se inscrever é [...]
[...] O que é coworking? | boombust (tags: coworking blog) [...]
[...] 6 – Fernanda Trugilho – Ponto de Contato – Empresa que trabalha com Co-working. [...]

acho muito bacana a idéia, ficar isolado o tempo todo não é mais vantajoso.
Nadja, uma coisa legal observada no cparty é que o perfil dos “novos nerds” mudou pra caramba na atualidade. Aquele carinha que ficava o dia todo na frente do computador, não namorava, não tinha vida social, “aquela coisa branca, torta e espinhenta” já faz parte do passado. Aliás a imagem atual daquele que usa a web pra tudo, inclusive pra tocar sua vida profissional de forma independente, é o oposto: queremos convívio social, estar com pessoas, nos divertir, e por aí vai; se possível tudo isso junto, ao mesmo tempo, agora! Abraço! W
fevereiro 22, 2008 às 09:08Wagner, interessante seu ponto de vista, discordo apenas de que estejamos em “bases de trabalho independentes, com todo o incômodo e com os inconvenientes que isso pode trazer“. Já foi assim, hoje acredito que cada vez mais seja dentro dos critérios básicos como os indicados no Efetividade. No geral quem opta por empreender (sozinho) um trabalho virtual tem duas características (falo como leiga, mas depois a gente “encomenda com a Karyne um estudo sobre isso):é um ser gregário, ainda que seja um rato de computador tímido, busca contatos com outros “iguais” ou “diferentes” dele e é uma pessoa capaz de trabalhar com um mínimo de organização – até porque acaba assumindo, como nós, mil e um trabalhos ao mesmo tempo.
Mas admito que, mesmo confortável no meu canto, sinto a maior falta de gente, do cafezinho para espairecer e do chopinho no final do dia! A conversa animada, a troca de idéias flui de forma totalmente diferente no real. Por isso sua idéia de um Q.G me deixa contente.;)
Sam, respondi direto no seu post novo – logado no stats do HiTech no wordepress.com e, por isso, adivinhe: o comentário apareceu, pela enésima vez, como se fosse do Helton – rs. Abraço! W
fevereiro 22, 2008 às 10:40Adorei a postagem, pra quem trabalha em casa como eu e sofre com os inconvenientes do dia a dia do lar, leia-se os outros moradores que não entendem que vc está em casa porém trabalhando. Já tentei fazer algo do tipo com amigos que trabalham por conta própria como eu…Mas foi em vão…
fevereiro 23, 2008 às 13:03Abçs e parabéns pelo blog, assinei o feed e a newsletter.
Meu blog novo tb será feito pelo Sampson, o cara é um mago do design o seu ficou muito bom.
Olá Wagner!
abril 30, 2009 às 13:49Nossa, muito legal ler este seu post sobre coworking, mesmo que já alguns meses atrasada. Eu trabalho num espaço de coworking aqui em São Paulo, em Pinheiros, chama Pto de Contato. Se vc quiser dar um pulo aqui pra conhecer, está convidadíssimo!
Um abraço!