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DEZ

O Mito da Bolha 2.0 – Sua empresa é uma dama?

EmpreendedorismoPor Post importado do Nossa Via(9) Comentários

bubbles.jpg“Milionários surgiam num clique. Jornalistas abandonavam suas carreiras para ganhar até 10 vezes mais em paraísos ponto-com. Espigões de vidro pipocavam como cogumelos ao sol na Vila Olímpia, em São Paulo. Mestres de cerimônias e conferencistas não davam conta da demanda dos eventos da semana.” [Marcelo Tas]

Tenho algumas “referências pessoais”, pessoas do meu convívio, em maior ou menor escala, nesse “novo mundo 2.0″. Nos últimos dias peguei três dessas referências mencionando em seus veículos de comunicação (leia-se blogs) o termo “Bolha 2.0″.

Diego Monteiro, sócio co-fundador da Via6, já havia defendido em post publicado simultaneamente no Blog6 e no site da ÿpoca Negócios, os conceitos de “valor percebido” e “valor futuro”, para explicar “o valor de fato da inovação”, que determina investimentos de capital de risco, ou capital empreendedor, em empresas inovadoras de tecnologia em todos os mercados, do que, no Brasil, a própria Via6 é exemplo.

Sua análise segue de forma a conduzir o raciocínio para a seguinte conclusão:

“O que se sabe é que todo mega-negócio começou sem gerar receita, sem ter muito claro de onde viria todo seu valor. Foi assim com a Ford em seu início, como também com a Microsoft e o Google. Tudo é uma questão de escolha entre ser um careta que só enxerga o presente, o status quo, ou um investidor do futuro.”

Ainda essa semana o empresário e blogueiro Fábio Seixas, que já coleciona empreendimentos 2.0 respeitáveis (leia-se Camiseteria e We Show), aproveitando uma dica postada pelo também blogueiro Tiago Dória no Twitter, publicou em seu blog (o que também o fez em seu novo blog o próprio Tiago) um divertido hit que vem circulando pelo You Tube “tirando um sarro” com a possível nova Bolha que, segundo alguns, já viria se formando em torno da web dita 2.0. O hit tem o sugestivo título de “Here Comes Another Bubble“, e você pode conferir aqui mesmo:

O Tiago Dória volta, de certa forma, a esse tema com a publicação do post Duas tendências no mundo dos blogs, onde analisa:

  1. Blogs sendo engolidos por redes sociais e
  2. Redes de blogs se abrindo para investidores e capital de risco

Seria simplista creditar a formação de bolhas exclusivamente a qualquer pressuposta má-fé da imprensa, que teria interesse em inflar e vender informações a respeito das empresas, ou mesmo à ganância do mercado financeiro por natureza especulativo. A história recente nos deixou lições que não podem ser ignoradas. Há empresas que têm valor pelo seu potencial e esse valor precisa ser demonstrado de forma objetiva e perseguido de forma efetiva. Esse valor tem que ser palpável, para que especulações não permitam dúvidas quanto à sua efetividade.

Vejo start-ups de outros empreendedores do meu próprio relacionamento direto, como Blogblogs, do empresário e executivo Manoel Lemos, e a boobox, idealizada pelo jovem Marco Gomes, percorrendo corajosamente caminhos que, no Brasil, são ainda praticamente trilhas que vêm sendo desbravadas por pioneiros como eles e o próprio Diego Monteiro, citado no início desse post, e esses empreendedores não podem se deixar pegar de calças nas mãos por nenhuma nova onda especulativa, nem se deixar levar por terem que justificar o tempo todo o valor dos seus próprios empreendimentos. Esse valor, futuro ou presente, precisa ser percebido nitidamente pelo mercado como um todo. Isso se dará a partir das ações dessas empresas em prol de si mesmas, dos seus clientes e dos seus negócios reais e palpáveis, dos seus produtos/serviços efetivamente produzidos e oferecidos ao seu público alvo.

Não fazem sentido empresas construídas apenas para atrair investidores. Isso é, de fato, o verdadeiro produtor de bolhas.

Se o valor da empresa não é plenamente perceptível é porque provavelmente ela não tem valor de fato. Prove-se o contrário.

O desafio ao empreendedor é criar valor e torná-lo perceptível na mesma medida do seu interesse, do interesse de possíveis investidores de capital empreendedor e na medida do interesse de todos os outros players do mercado – cliente, concorrente, fornecedor, parceiros de negócios.

Se você é “uma dama”, não terá que provar isto. Se tiver que provar é porque não é. Concorda? Eu acho que isso pode ser uma boa referência para o mundo a respeito do julgamento de eventuais novas bolhas…

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  • eu vivi de perto a bolha de 2000, da web 2.0, atuando como consultor e palestrante na época, desde 1998 eu questonava o real por traz do virtual.
    em minas palestras cotnava a história do menino que montou um site pra vender seu cacchoro pro 1 milhão de dolares e conseguiu, pegou 2 gatinhso de 500 mil cada…
    O que me preocupa agora é esse clima, muito semelhante ao de 2000, o Face Book valeno 10% a menos que a Ford…
    Acho que todo o potencial da WEB 2.0, sua interatividade, a participação dos usuários podem ter grande valor para as empresas, mas a interação pela interação? Será que a primeira bolha não foi suficiente?
    Novamente vai explodir, e as velhinhas dos fundos de pensão vão perder dinheiro, porque muita gente vai ganhar…
    Isso Não quer dizer que acho aweb 2.0 uma furada, o Hype em torno dela é que é, vamos ter os pés no chão e pensar em Negócios, seja os realistas para nos tornarmos sobreviventes da bolha.

    dezembro 5, 2007 às 16:22 Responder
  • Wagner, gostei muito do texto! Serve de alerta e também como lembrete que os fundamentos dos negócios no mundo virtual são os mesmos do mundo físico.
    Excelente!
    Um abraço!
    Leandro

    dezembro 5, 2007 às 19:37 Responder
  • Muito bom, Wagner! E o vídeo é bem engraçado… Tem uma sequência de IM na qual o cara abre a empresa e vende em poucos minutos… hahaha

    Abraço!

    dezembro 5, 2007 às 22:38 Responder
  • myla

    acho q um diferencial q não deve ser deixado d lado – e concordo qdo vc diz q o objetivo não é o d apenas atrair investidores e público – é o da empresa construir esse valor, tornando-o não apenas visível, mas também *sentido* pelas pessoas.

    se consideram q o séc. XVIII foi o da conquista dos direitos civis, o XIX, o dos direitos políticos e o XX, o dos sociais, já tem muita gente apostando uma humanização na relação investidor/empresa/consumidor vai ser o caminho.

    a diferença não vai mais estar se o trocador do ônibus pode comprar um celular ou acessar a internet e comprá-lo por meio dela. — isso, graças a Deus, nossa economia tem melhorado e muito e muito rápido pq eu me lembro d como antes ter uma linha telef. fixa extra era artigo d luxo. enfim, economia crescendo e globalização já cuidam disso. — tampouco vai estar nos gadjets que o celular oferecer, pela lei da concorrência, todas as grandes marcas sempre oferecerão funções assemelhadas e intercambiáveis.

    a diferença, essa sim, nem será tanto em quem oferece o melhor serviço ou o melhor aparelho e sim quem entender as necessidades do consumidor e souber bem acompanhá-lo – se necessário – durante todo, todo, o processo.

    é o contrário do que apontam todas as distopias. em vez d um número qualquer numa ficha, aquele ali é o Antônio, prof., pai d três, viaja pro litoral todo fds e consome tanto e tanto d ligações d celular. é casado com Sofia, q fez a família inteira mudar p a operadora tal.

    enfim, isso tudo pra dizer q serão as redes de relacionamento. o q tem tudo a ver com o q vc disse, as redes sociais. quem apostar nisso, sai lucrando.

    dezembro 6, 2007 às 20:32 Responder
  • myla

    e ahhhh, genial esse vídeo!!!! ro-lei d rir :0)))))

    dezembro 6, 2007 às 20:33 Responder
  • Parabéns Wagner pelo post.

    Faço minhas as palavras do Diego. Criar a Ford deve ter sido uma loucura, apostar que a classe média compraria carros…

    E a Microsoft, ao apostar em algo tão intangível como um sistema operacional?

    Estamos em um patamar muito diferente de 1999. A indústria de VC amadureceu quanto às promessas da web.

    Rede Social é bem mais que promessas. ÿ só o começo.

    Abracos.

    Ah, O vídeo é excelente. Divertidissimo.

    dezembro 7, 2007 às 21:27 Responder