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AGO

BlogosferaPor Wagner Fontoura(3) Comentários

Ontem foi publicada a 2ª rodada de debates sobre temas que têm mobilizado parte significativa da blogosfera – A Influência das Redes no Desenvolvimento da Blogosfera. No mesmo momento, o Fábio Seixas divulga no seu blog pessoal um depoimento seu a respeito do que o camiseteria.com lhe ensinou como comunidade, dando pistas claras a respeito do caminho das pedras para esse novo mundo das redes que se forma ao nosso redor. Ele diz a respeito da sua experiência de sucesso:

“Que não somos donos da comunidade, a comunidade é dona de si própria; que para uma comunidade crescer são precisos mecanismos sociais de conexão; que a comunidade pode falar mal e pode falar bem; que moderação é bem-vinda, mas não é imprescindível; que a marca é o que “da liga” nas pessoas que frequentam a comunidade; que diversão é importante; que são pessoas afinal.”

O camiseteria.com – se é que alguém que frequenta este blog ainda não conhece – é um dos maiores cases de sucesso do Brasil de um negócio formado a partir de uma forte e dinâmica rede de relacionamentos capitaneada pelo Fábio, que, por conta desta e de outras iniciativas inovadoras, tem sido arroz de festa nas premiações brazucas daqueles que têm puxado o bonde do desenvolvimento da nova economia baseada na colaboração, na inovação, na interação, estabelecendo relações diretas entre os mundos virtual e presencial.

Quando me tornei “o profeta das redes”, como me zoam os amigos mais próximos da blogosfera, era (e ainda é) para histórias como as da camiseteria, por exemplo, que eu gostaria que as pessoas olhassem antes de se auto-entitularem probloggers. Escrevo para blogueiros, mas tenho uma formação executiva, empresarial. Não consigo conceber que a acomodação dos trocos que os “adsenses” da vida proporcionam seja considerada a palavra final no processo de remuneração da produção na web. Vejo “gente tentando ser grande” ainda seguindo esse atalho medíocre e improdutivo e lamento, lamento e lamento. Lamento sem parar.

Inagaki, Edney, Fábio, Jobson, Renato, Manoel, Ricardo, outros blogueiros ligados a estes e uma ou outra mosca branca que voa à margem vêm sinalizando e/ou demonstrando – mesmo que às vezes na surdina, qual é a receita que dará consistência a esse bolo que é a blogosfera. É o fim do “eu-futebol-clube” – felizmente (é lamentável ver blogueiros dircursando para o próprio umbigo e/ou exclusivamente para aqueles que se dispuzerem a inflar seus egos já morbidamente obesos de tão grandes). Os debates que vimos travando aqui, a título de esquenta para o BlogCamp, podem e devem nos servir de esquenta para a verdadeira profissionalização dos blogs. Iniciativas começarão a brotar – eu já vejo algumas no nascedouro – e quem pegar este bonde ainda poderá sentar-se junto à janelinha. ;)

Grande abraço!

Wagner Fontoura

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  • Wagner,

    compartilho com você a opnião de que é preciso uma visão mais ampla de como obter sucesso na web, não se limitando a comissões de publicidade. Temos muitas oportunidades, mas muitos preferem o caminho que dá menos trabalho. E menos trabalho não traz sucesso.

    Parabéns!

    agosto 19, 2007 às 12:01 Responder
  • Wagner….domingo de muitas leituras. Vai me fazer passar a noite pensando e refletindo até amanhecer segunda.

    Me alinho ao pensamento de que esta nova órbita, onde pessoas comuns tem condiçõe de colocar a “boca no trombone” e explorar suas idéias, opiniões, gerar informações, ainda foi pouquíssimo explorada.

    Mas como já comentei com vc uma vez, a nova web tem suas próprias características, mas não impede que olhemos para qualquer princípio de novidade, histórica, corporativa e da própia web, para aprendermos a minimizar possíveis erros e acertar.

    E o Fábio tem razão (aliás aproveito para parabenizá-lo) sobre esforço e resultado. Ilustrando o que disse no parágrafo anterior, o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário.

    Um grande abraço

    Ricardo Cabianca
    Estou Blogado! http://www.cabianca.net

    agosto 19, 2007 às 21:52 Responder