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JUL

BlogosferaPor Wagner Fontoura(6) Comentários

Tenho 39 anos, 21 dos quais empregados a serviço de empresas dos mais diversos portes, sobretudo nas suas gestões estratégicas – do planejamento à execução das suas táticas operacionais. Sou pai de 2 jovens já deixando a adolescência, co-gestor de uma família formada por 4 pessoas e alguns “agregados”. Nesse período joguei pra dentro da “mochila” conteúdo (mesmo que parcial) de 5 escolas de ensino superior e 2 de especialização nas áreas de administração de empresas, economia administração de negócios e logística. Empreendi em alguns negócios próprios (6 pra ser exato), experimentando de todas as dificuldades impostas pelo “Custo Brasil” e pelo custo da total falta de foco da minha formação acadêmica e familiar no empreendedorismo. Aprendi bastante coisa à base de bater muito com a cara na parede. Empreendo há exatos 2 anos e meio um projeto que me levou a criar este blog – o Boombust – para construir alguns cenários necessários à implementação plena deste projeto e hoje, depois de ter passado por tudo isso, virei blogueiro num momento em que até os paralelepípedos das calçadas lá fora já percebem que os blogs, a cada dia que passa, surgem como uma importante ferramenta de comunicação social. Tudo isso posto, e não obstante, ainda me sinto – não raro – inseguro e despreparado para discorrer aqui sobre temas os mais diversos, seja por falta de domínio ou excesso de zêlo com a (nem tão) pequena (assim) mas seleta comunidade de leitores que me prestigia diariamente com sua atenção e com o debate por intermédio dos seus comentários nas postagens aqui veiculadas ou levados aos seus próprios blogs.

E aí vem o Ricardo Cabianca, blogueiro e profissional da área de comunicação, propondo que discutamos as nossas responsabilidades de blogueiros em relação às informações que veiculamos em nossos blogs…

Transformado o tema num meme (ou viral), blogueiros muito mais tarimbados do que eu – alguns deles jornalistas, profissionais das áreas de educação, de comunicação, financeira, de informtática / tecnologia, de direito e outras têm se posicionado de forma até aqui unânime quanto ao novo e evidente poder de influenciar do qual se revestiram blogs de grande audiência. E também quanto à responsabilidade que se associa ao blogueiro que não raro serve ao seu público como única ou principal mídia de informação.

Dizer que a liberdade de expressão nos torna ainda mais responsáveis pelos resultados do que publicamos nessas ferramentinhas poderosas em que se transformaram nossos blogs é cair na vala cumum. Mas é fato.

Imagino (e percebo nitidamente) o próprio mercado agindo com sua mão forte, separando o trigo do joio – aquilo que o serve daquilo que lhe diz absolutamente nada.

Mas nada muda o fato de que, seja qual for o público alvo das diversas categorias de blogs, é óbvio que mais cedo ou mais tarde colheremos os resultados daquilo que pregamos – seja pelo conteúdo ou pela forma como o veiculamos. Há que se ter bom senso e fazer as apostas certas. Não é porque o grande público se comporta com base no conceito de “manada” que se deixará iludir e ludibriar por conteúdos nocivos à sua integridade. E sempre que isso acontecer, haveremos de pagar o preço – como, de resto, em tudo nas nossas vidas.

Podemos até dizer (ou postar sobre) o que quisermos, sabendo, não obstante, que certamente “pagaremos o preço”. Porque é igualmente certo que a sociedade organizada nos apresentará a conta sempre que ela também se vir forçada por nós a pagar o preço de seguir os caminhos que indicarmos em nossas postagens. Como, ainda, e tambem, os nossos públicos e o mercado não são ingênuos e saberão nos premiar (ou nos punir) por seleção natural. É como eu tenho dito – nem há lugar nesse mundo para todos os melhores; o que nos leva a crer que apenas os mais fortes sobreviverão. Isso é mais velho que andar pra frente. Os mais fortes, inclusive, no que diz respeito a comportamento ético e responsabilidade social. Não. Esse papo de ética e responsabilidade social já não é mais papo de “verdes” e “bichos-grilo”. Alguém aí ainda duvida disso?

Gostaria muito de ver, mantendo o espírito do viral, alguns dos muitos blogueiros que admiro mas com os quais ainda não tive a oportunidade do convívio mais próximo – como o que já tenho com muitos outros. Por isto, mesmo correndo o risco deles nem ficarem sabendo do meu convite, lanço a bola para Noronha , Alexandre Fugita e Dori Prata. Ah, e pra amigas blogueiras e experts em responsabilidade social Samantha Shiraishi e Elivete.

Grande abraço!

Wagner Fontoura

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  • Wagner, estava vc lá, quieto, blogando…aí chega um maluco e coloca um tema polêmico e o convida para opinar sobre….Mermão, tá na blogosfera é para orbitar…rs.rs.rs.

    Deixando a brincadeira de lado, como sempre sua visão e texto o colocam na linha de frente dos que puxam a blogosfera…

    E me lembrei de um papo que tivemos ontem e posso apontar o seguinte: se existem blogueiros que se rasgam quando uma pesquisa aponta que os blogs ainda são um “diário de adolescente” (é claro que quem fez a pesquisa nem conhece o poder da blogosfera), são estes que devem se preocupar com a responsabilidade e promover o crescimento saudável da blogosfera. A responsabilidade do que escreve é um dos pilares que farão os bons sobreviverem…

    Vamos em frente que sabemos que a viagem é longa, mas como todo bom empreendedor, colocamos um capacete e enfiamos a cabeça…rs

    Grande abraço!

    Ricardo Cabianca
    Estou Blogado! http://www.cabianca.net

    julho 26, 2007 às 12:04 Responder
  • Wagner, bom saber um pouquinho mais da estrada que você percorreu.

    Como você disse, façamos as apostas certas!

    julho 26, 2007 às 19:27 Responder
  • Olá Wagner!
    Muito bom o seu texto. Peço desculps por não ter passado por aqui antes.
    Quando tive meus primeiros contatos com os blogs, sinceramente não vi muita graça, talvez porque no início a coisa fosse meio “diário de adolescente” mesmo. Hoje utilizo muito blogs como fonte de notícias, porém isso deve ser feito com cuidado.
    Todos sabemos que da mesma forma que existem boas pessoas escrevendo em blogs, existem más. O problema a meu ver é a falta de conhecimento de quem lê e não de quem escerve. Quando uma pessoa com um pouco de conhecimento lê um blog sem conteúdo ela não volta mais este blog esta fadado ao fracasso. O problema maior é que vivemos em um país com baixo nível cultural e isso acaba afetando todos os setores (TV, intenert, livros, games, etc).
    Acredito que as pessoas precisam se tornar mais críticas só que para isso é necessário um nível cultural maior. Da nossa parte (blogueiros) basta ter um pouco de bom senso e tentar manter o nível dos textos o mais alto possível, que por tabela irá ajudar a melhorar o nível dos leitores. Querendo ou não é um círculo vicioso.

    agosto 11, 2007 às 13:53 Responder