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JUL

Eu não acredito em verdades absolutas

Mídias SociaisPor Wagner Fontoura(11) Comentários

“Uma das falhas conceituais das mídias sociais é que a média das opiniões nunca é equilibrada, é sempre negativa. Isso vem de uma perspectiva humana onde se uma empresa faz algo correto, não fez mais que a obrigação, e portanto isso não precisa ser divulgado.” [Carlos Cardoso]

Desde sempre sou um entusiasta confesso das mídias sociais, universo para o qual migrei minha carreira profissional versão 2.0 e no qual toco vários negócios a várias mãos, com diversos parceiros e com alguns sócios.

Sempre que posso publico aqui notícias e/ou críticas de iniciativas como o sociale, o sQUIZo, o wini, o Brasigo, o Beezzer… no passado recente já postei sobre o WeShow, várias vezes sobre o blogblogs, sobre o boo-box; isso sem falar da Via6, sobre quem falei logo no 1º post deste blog,  e de seus desdobramentos empresariais, quase nos tempos do advento das redes sociais no Brasil, longínquos menos de 2 anos atrás.

Todos os dias têm surgido novas iniciativas brazucas dentro da chamada web 2.0 (com o perdão da “má palavra”), apesar de ainda reclamarem por aí que o Brasil ainda não foi capaz de produzir um Fabebook, um orkut, um twitter ou iniciativa que o valha do ponto de vista da robustez empresarial.

Também tenho acompanhado bem de perto (em alguns casos como promotor) algumas iniciativas, cada vez menos tímidas, de algumas empresas de grande porte, de mídias tradicionais e mesmo grandes anunciantes na web, no sentido de converterem gradativamente suas ações aos formatos interativos e/ou colaborativos.

Nem sempre essas incursões das empresas e de empreendedores nesse “novo mundo” são bem sucedidas ou felizes; nem sempre os caminhos escolhidos são os mais razoáveis – dá-se muita cabeçada na tentativa de fazer o novo e só quem nunca empreendeu não sabe disso – mas uma coisa me incomoda sobremaneira: o ambiente interativo que se instalou na web formou um grupo de “arautos do mimimi”, sempre pronto para atirar a 1ª pedra em qualquer coisa que se diga ou faça fora da sua caixa de verdades absolutas.

Colaboração não é sinônimo de “mimimi”, nem de “blablabla”

O Diego Monteiro, jovem empreendedor com boas histórias de sucesso na bagagem, falou recentemente sobre o tema no seu blog pessoal, questionando Quem apóia as mídias sociais e convidando pessoas da Web para contribuir para o assunto. Não gosto muito de também ficar “reclamando daqueles que só reclamam”, mas esse post é para engrossar o coro com o Diego. Ok que “enquanto os cães latem a caravana passa”, mas dá no saco sim.

É a turma do blá-blá-blá. Arrogam a condição de “críticos do novo mundo”, validadores maniqueístas do que deve servir e do que não deve servir para os que virão, tão logo a revolução que estão construindo a partir dos seus próprios umbigos esteja plenamente implementada. Aff!É de cansar a beleza. Felizmente, por ação da natureza (Darwin explica) essas pessoas vão se isolando, vão sendo deixadas pra trás, se enfraquecendo, até cairem no esquecimento, mesmo enquanto insistem em tentar “apenas incomodar”, atrás dos seus púlpitos virtuais.

Coisa muito diferente do que leio com freqência em blogs como o do Fábio Seixas ou do Tiago Dória, referenciadores sérios e críticos sensatos de iniciativas empreendedoras na web daqui e de fora; ou do próprio Cardoso, crítico ácido e polêmico, mas não menos sensato e coerente (e cada dia mais maduro) de produtos, de iniciativas e de serviços on e offline. Ou, ainda, dos meninos do ótimo De Repente, do Trendhunter e de boa parte dos autores do excelente webinsider, e do IDG Now,  todos estes, veículos que, a meu ver, fazem bonito como protagonistas da nova mídia, como formadores de opinião e referenciadores de verdade de iniciativas mais ou menos bacanas do nosso meio.

Ok, ok, você acha que blogs são opiniões e opiniões são apenas opiniões? Então tá, então. Sigamos em frente e continuemos amigos. Se não, quem sabe a gente ainda se cruza por aí numa boa oportunidade de negócio nesse maravilhoso mundo das novas mídias sociais? ;)

____________________________________________________

Update1: Por falar em empreendimentos web, vem aí a Pólvora Comunicação, consultoria em redes sociais, com o objetivo de promover negócios entre empresas e a blogosfera e que já nasce turbinada pela chancela do time de primeiríssima linha que tem à sua frente.

Update 2: Reflexão quase intimista da blogueira Nospheratt, seguida de comentários interessantes sobre temas “sensíveis” que dizem respeito ao nosso momento no universo blogger – se você chegou até aqui nessa leitura, aproveite e siga o link: Xeque-Mate, Blogosfera.

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  • Caro Wagner,

    A internet como um todo, e a blogosfera, em particular, deveriam ter como principal objetivo a ajuda comunitária, a solução de problemas sejam eles de que natureza forem e, sobretudo, um canal de real amizade entre os internautas.

    A internet não surgiu por acaso, como poderoso meio de comunicação. Já estava escrito há muito tempo que assim seria.

    É obra do Grande Arquiteto do Universo, que oferece mais uma oportunidade para que possamos construir uma sociedade mais feliz.

    Não há lugar para mesquinhez e absolutismo nessa rede de caráter divino.

    É a minha opinão.

    Bas

    julho 15, 2008 às 11:51 Responder
  • Wagner,
    Parabéns pelo post e obrigado pela citação da Sociale =)
    Pessoas que criticam toda e qualquer iniciativa sempre existirão, o importante é que existam também os empreendedores, aqueles que criam novidades e não se importam com as críticas.
    Abraços!
    Franco

    julho 15, 2008 às 12:33 Responder
  • Pior que dar tiro no pé, é dar tiro no pé no meio de uma maratona. ;)

    julho 15, 2008 às 12:43 Responder
  • myla

    e eu q achava q “mymymy” era algum gaguinho chamando por mim ;)

    trecos assim tb fazem parte. :)

    bjs

    julho 15, 2008 às 15:46 Responder
  • E que viva o mundo mutante! Não há nada melhor que constatar a evolução de tantos novos negócios e quando não há verdades absolutas a possibilidade da diversidade vir à tona é cada vez maior. Que bom, né! Parabéns pelo espírito empreendedor, a alma de homens de negócio e um entusiasta desse setor. É muito bom contar com gente assim.

    julho 15, 2008 às 15:55 Responder
  • Alexandre Carvalho

    Sobre a reflexão da Nospheratt, concordo que a mesmice realmente anda tomando conta da umbigosfera, onde na verdade cada um quer saber mesmo é de defender o que é seu. Mas é curioso ver esse tipo de post (ou reflexão, como queira) em um blog onde o que mais se encontra são fórmulas de como fazer isso e aquilo ao montar um blog. Nada contra. Apenas uma constatação.

    Sobre as críticas que você citou, não vejo isso acontecendo em relação a iniciativas empreendedoras, da forma como você explicitou aqui. Pelo contrário, vejo os projetos cada vez mais criativos e com grande potencial de sucesso.

    As críticas, quando as vejo, são em torno de algumas ações executadas por agências ou anunciantes em parceria com o universo blogueiro (e aí me incluo no grupo dos críticos). A meu ver, na maioria das vezes essas ações – embora válidas – são equivocadas, pois sempre usam como público-alvo as mesmas pessoas para gerar o buzz. Mais do mesmo.

    O erro está em não admitir que usam como critério somente o número de pageviews ou leitores de feeds, em detrimento dos blogs pequenos (mas não necessariamente ruins).

    No próprio NewsCamp 2 teve gente de agência multinacional que disse isso numa boa, em off: as agências querem continuar com a mesma fórmula usada nos meios tradicionais. Ou seja, estão de olho é na audiência.

    Daí, vemos blogueiros especialistas em tecnologia sendo convidados para sessões de cinema; blogueiros especializados em jornalismo convidados para eventos de tecnologia; ou especialistas em cultura sendo chamados para qualquer ação que não seja diretamente relacionada a cultura, e por aí vai. O que interessa é atingir as massas, e não o público certo.

    Por esse motivo, não acredito quando as agências dizem que estão buscando um mercado de nicho, fazendo jus aos escritos do Chris Anderson.

    julho 16, 2008 às 11:30 Responder
  • O pior é morar em uma cidade e saber que as agências daqui ainda não descobriram as Mídias Sociais.

    http://rafabarbosa.com/2008/07/16/a-publicidade-em-bh-e-as-midias-sociais/

    julho 16, 2008 às 13:20 Responder
  • Concordo plenamente ” A teoria na prática é diferente”
    Estou buscando parceiros para dofusão de projeto voltado para jovens em idade escolar há anos. Reforçando suas palavras
    - Do alto de seu púlpito virtual, as empresas não fazem o que poderiam em suas ações sociais. Vide iniciativas dos norte americanos. Todos criticam, mas em termos de “atividade” , eles são imbatíveis.

    julho 18, 2008 às 13:19 Responder
  • Mau

    Toda a internet (tecnologias de comunicação em geral) no meu ver não são obras de nenhum Grande Arquiteto, Buda ou Alá. São novos modos, meios, canais para a comunicação humana, só isso. Tudo que nos cerca evolui conosco, até a comunicação, seus meios, suas linguagens. É evolução na verdade.

    julho 18, 2008 às 13:54 Responder
  • Alexandre Carvalho

    O surgimento da Pólvora é bacana, pois podem trazer boas idéias para o mercado e, antes disso, toda iniciativa ligada ao empreendedorismo com foco nas novas mídias é bem-vinda. Porém, mandaram muito mal ao usar um tempo precioso em uma das desconferências do NewsCamp para fazer propaganda, sendo que ali não era o público deles e não era ambiente para isso. Não foi à toa que muita gente começou a abandonar o barco minutos depois, reclamando.

    julho 21, 2008 às 19:09 Responder
  • “Ok, ok, você acha que blogs são opiniões e opiniões são apenas opiniões?” É, tá na hora que levarem a sério o que precisa ser notado, quando 200 blogs soltam sua opinião que pode influenciar a opinião de milhares de leitores o “apenas” desaparece :)

    julho 27, 2008 às 18:00 Responder