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ABR

BlogosferaPor Wagner Fontoura(2) Comentários

O é meu blog predileto – e o Alexandre Fugita é, ao meu ver, um dos melhores blogueiros na ativa. Acabo de receber o mail com a atualização do seu blog falando sobre a compra pela do gigante – outro site cuja competência principal (como a Google) é, em princípio, “vender anúncios”.

Por incrível que (me) pareça, mesmo na era da Web 2.0, os grandes players da internet mundial (e nacional) ainda conseguem sobreviver da venda de anúncios! Ah – claro, mas agora já se faz uma “oferta dirigida” (a Techbits classifica a Google como um CRM gigante) – o que nem é o caso da DoubleClick – mas ainda assim me causa estranheza o fato deste ainda ser o principal e maior meio de monetização das empresas “pontocom” – como no tempo da 1ª bolha…

Aqui no Brasil um bom exemplo desse modelo é a ótima Via6 (mencionada no meu post anterior – Experimentando a Via6). Questionados por mim quanto às suas principais fontes de receita, a empresa fala na velha fórmula publicidade + assinatura ! Uma empresa pioneira sob vários aspectos, aparentemente conservadora sob o ponto de vista do negócio em si?

Mas aí, dirão: por que mudar essa “fórmula de sucesso”? Se o grande benchmark mundial – a Google – faz assim, por que não as nossas pontocons tupiniquins? Ora – direi – consultem o oráculo! Quantas e quais empresas – nacionais ou não – realmente sobrevivem desse tipo de receita atualmente? Qual será o espaço deixado nesse limbo que sobra das gigantes? Quais são as margens reais (e quase nunca reveladas) desse tipo de negócio? Será que na verdade o grande produto desse tipo de empresa não é, antes, muitas vezes, a própria empresa? Mas isso não contribuiu muito significativamente para a criação da bolha no 1º estágio de vida da internet comercial no mundo todo? São apenas perguntas de me faço como empreendedor…

Às vezes chego a questionar (do alto da minha ingênua e arrogante prepotência) o quanto pode-se esperar dos nossos gênios da informática que são capazes de criar ferramentas realmente geniais do ponto de vista da funcionalidade e da aplicabilidade, mas que não conseguem dar à própria empresa (ao negócio em si) soluções igualmente geniais – e continuam apostando em velhas saídas. E é óbvio que não estou falando mais da Google – e a mim também me parece que engana-se quem acredita mesmo que publicidade, apesar de claramente ser uma de suas competências, que seja ainda a principal.

O mercado das empresas pontocom não é diferente dos demais no que diz respeito à falta de formação empreendedora nas escolas. Formam-se técnicos e engenheiros de 1ª linha e empreendedores de menor envergadura. Isso mesmo nas escolas de primeiríssima linha. Para compensar, espero que o fato de agora no Brasil o capital de risco já estar apostando suas fichas (capital semente) em empresas start-ups mude esse cenário a tempo de livrar nossas empresas de um novo fiasco mercadológico. Essa parceria pode mesmo dar excelentes frutos. Competências não nos faltam.

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  • Van Alonso

    Eu não conheço o Techbits, mas vou dar uma olhada, valeu pela dica .
    Agora um site que eu acho ótimo , com um conteúdo inteligente, moderno e espontâneo, é o http://www.bizrevolution.com.br/.
    Gosto de acompanhar leitura e os podcast do Ricardo Jordão , sempre tem alguma coisa que ele escreve, que no fim a gente sempre pensou , mas nunca teve coragem de escrever …
    Ele consegue unir objetividade e intensidade com muita maestria .
    Vale a pena visitar.

    Bjs!

    abril 17, 2007 às 20:29 Responder
  • Van Alonso

    Voltei para dizer, que visitei e gostei muito do site .
    Adorei as dicas que eles divulgam por lá!

    abril 17, 2007 às 22:07 Responder