Excerpt do post publicado pela jornalista e coworker Samantha Shiraishi no blog corporativo da Coworkers Mídias Sociais, sob o título “A rede nos pertence“:
“…Vários geeks foram vistos no Digital Age 2.0, evento que reuniu parte da nata ligada em mídia digital nos dias 1º e 2 de outubro em São Paulo. Infelizmente não vi muita novidade, mas pude me regozijar com a presença de blogueiros que não são jornalistas (eu e Tiago Dória não contamos) credenciados como imprensa, fazendo uma cobertura just-in-time do evento que deixava os jornalistas de grandes veículos de comunicação boquiabertos. Eles viram os blogueiros fazerem o que enaltecia um documentário do Discovery Channel neste domingo: assumiam seu papel de pessoa comum e de autores da história atual. É verdade, aqui como nos EUA, há um burburinho dos profissionais de mídia sobre a ascensão da categoria de repórter-cidadão. Alguns reclamam, outros enaltecem este poder que ganhamos. No entanto, para infelicidade dos que torcem contra, acredito no que as meninas do Imezzo (Beth Saad e Daniela Bertocchi) chamaram de resumo da ópera no seu post sobre o Digital Age 2.0:
O movimento da mídia social não é uma onda passageira, não é uma nova bolha. Grande chance de ser irreversível.
…A visão de Danah Boyd e seu discurso sobre os motivos que levam as pessoas a usar redes sociais e serem ativas nelas são estimulantes e nos levam a conexões inevitáveis. Seu discurso parecia um bem costurado texto de blog com vários hiperlinks que deixavam janelas nas quais desejávamos nos jogar para saber mais e mais. Até aí, perfeito. Não gostei das conclusões sobre o Brasil, que podem ser lidas nos comentários que encontrei num post:
- A explosão do Orkut no Brasil aconteceu porque foi a primeira rede social a chegar ao País e se concentra entre usuários do Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo ela, essa concentração nas duas capitais acontece porque muitos pais são transferidos por conta do trabalho e cursos e os jovens não querem perder o contato dos seus amigos – explica.
- Outro fator que influencia a presença de jovens nas redes sociais, de acordo com Boyd, são as restrições impostas pela família ou por falta de mobilidade. (ela nunca viu a classe C usando orkut no McDonalds, fato mencionado na mesa moderada por Marcelo Coutinho, diretor do IBOPE Inteligência)
- Se as pessoas têm dificuldade com transporte, não têm carro, moram longe umas das outras ou os pais proíbem que saiam, a participação em mídia social aumenta. Quanto mais restrição, mais pessoas na Internet – acredita ela. (Será que isso vale no Brasil? Dos seus pares na internet, quantos são companhia constante da sua vida offline?)
É mesmo a cara do Brasil, não? Bom, eu acho que não…” leia o post na íntegra aqui, em “A rede nos pertence“, publicado no blog corporativo da Coworkers Mídias Sociais.
(*) Dana Boyd, palestrante no último Digital Age 2.0, a quem fui “apresentado” pelo Juliano Spyer e de quem já sou apaixonado fã, foi chamada pelo Financial Times de “a sacerdotisa das redes sociais“.