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JUN

BlogosferaPor Wagner Fontoura(10) Comentários

“Qualquer um pode ser relevante no momento; basta ter audiência. Mas o momento muda e o refinamento acontece, passo a passo, à medida em que vamos entendendo o que e quem vale a pena ler, ver ou ouvir. E trata-se de um processo educativo para todos.” Silvio Meira, G1.

Achei muito oportuno os convites que recebi, pela ordem, do EvandroNunes e depois do Rafael Maciura para tratar aqui sobre o tema que nomeia esta postagem – se é mito ou realidade a tal concorrência na blogosfera. Antes de tudo, obrigado a ambos pela indicação do meu nome para dar prosseguimento ao meme.

Ainda hoje pela manhã, lendo o artigo do Silvio Meira, no portal de nótícias da Glogo.com, que me foi linkado pelo amigo e parceiro José Luiz Quintella (iPixel), me vi ruminando o pensamento de como é avassalador tudo isso o que vem provocando o advento da transformação dos blogs em instrumentos de massificação de conteúdos – sejam estes de que natureza forem!

Apesar de – e indiferente a – todo choro e ranger de dentes que ouçamos ainda pelo mundo afora, a versão atual da web (2.0) já mostra sinais de acomodação e de que “não estamos indo para o caos puro e simples, e sim para um mundo muito mais diverso, sofisticado e complexo… e mais, bem mais difícil de entender e administrar”, conforme relata o Silvio Meira no artigo acima citado.

Nada mais natural que alguns dos precursores desse movimento blogger habilitem-se e às suas ferramentas (blogs) para o comércio eletrônico de produtos, serviços, idéias, conceitos e até de influências – por que não? É a velha mídia (que de nova já não tem mais nada mesmo) se manifestando de variadas maneiras.

Daí à pressuposição de que quem chegar na frente beberá água limpa e que para se destacar é preciso “engolir” os naturais contentores que logo se apresentam, nada mais humano e natural. A blogosfera é, dentre outras coisas, um mercado já estabelecido, como outro qualquer. E não é pecado isso. As pessoas vivem, dentre outras coisas, das receitas que são capazes de gerar naquilo que são capacitadas. Por que o escrúpulo?!
Se a concorrência é saudável ou não, se é aprazível ou não, nem vem ao caso aqui – mas tudo o que ela não é é apenas um mito. Mito é pensar que isso força a natureza da blogosfera. Ela apenas está crescendo e se desenvolvendo naturalmente. E preparem-se, pois ela não chegou ainda nem à sua adolescência; mal deixou de engatinhar (se é que deixou).

O que resta é que, mesmo considerando que apenas os mais fortes sobrevivam (o que, de novo, é absolutamente natural), a força desse novo instrumento possa vir, antes, da qualidade daquilo que nele for veiculado. E qualidade é uma característica que pode ser bastante subjetiva – dependendo dos ânimos de quem primeiro se apresentar para consumí-la. Quem poderá dizer o contrário?

Eu bem que gostaria de ler, dando seqüência ao meme, o que teria a dizer o Rafael Reinehr e o Guilherme (Papo de Homem / BrPoint) a esse respeito. Fica aqui minha deixa para os dois…

Grande abraço,

Wagner Fontoura

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  • Belo texto Wagner, parabéns, concordo com você e gostei principalmente desta parte que tu diz: “… A blogosfera é, dentre outras coisas, um mercado já estabelecido, como outro qualquer. E não é pecado isso. As pessoas vivem, dentre outras coisas, das receitas que são capazes de gerar naquilo que são capacitadas…”

    também acredito que a blogosfera é um mercado já estabilizado e como é um mercado, se você conseguir vender bem o seu peixe, sairá com muito mais lucro do que aquele que não soube atrair os clientes necessários. Nada mais justo as pessoas gerarem receita naquilo que gostam e fazem bem.

    Abraços Wagner!
    Evandro Nunes

    junho 19, 2007 às 16:11 Responder
  • Convite aceito. Estarei preparando meu posicionamento frente a esta questão ainda hoje e pretendo postá-lo no dia de amanhã (isso se voltar inteiro do futebol e minha esposa não tiver um dos costumeiros ataques de ciúmes em relação ao notebook e eu tiver que deixá-lo de lado em prol da estabilidade do lar).

    Um fraterno abraço e até sempre.

    Rafael Reinehr

    junho 19, 2007 às 19:04 Responder
  • Adorei o artigo Wagner. Eu fiquei meio maluco depois que li o livro “A estratégia do oceano azul”. Claro que tudo aquilo é uma teoria e um conceito novo a ser desenvolvido, mas compartilho da visão de que concorrer hoje é muito mais que competir. Quem sabe criar seu espaço, seu nicho e tratar bem seus clientes não precisa se preocupar com a concorrência. Mas precisa preocupar-se com algo ainda mais cruel: o comodismo e a falta de contínua transformação e inovação.

    Forte abraço. Seu blog está demais! Parabéns.

    Conrado
    http://www.dinheirama.com/blog

    junho 19, 2007 às 23:09 Responder
  • Olá Wagner,
    acho que como você mesmo disse “a concorrência ainda nem começou de verdade”, acho que ainda chegará um dia em que blogs e sites serão mercadorias e/ou moedas de troca por esse mundão a fora. Se a internet é o futuro, o que dizer dos blogs? eles serão os jornais e revistas de um futuro bem próximo! [e por que não?!]
    Posso estar viajando para alguns, mas acho que isto acontecerá logo, e ainda veremos negociações de blogs como se fossem empresas ou coisas do tipo!

    Mais uma vez parabéns pelo Novo Boombust e fica aqui o convite pra um artigo show no “Sobre Administração” de sua autoria! Topas? hehe

    Grande abraço Wagner!

    http://www.sobreadm.wordpress.com

    junho 20, 2007 às 02:30 Responder
  • Respondido.

    junho 20, 2007 às 19:02 Responder
  • Muito bom o seu texto, Wagner.
    Eu ando acreditando mais na parceria do que na concorrência na blogosfera.
    Apesar de ser muito novo nesse universo, estou aprendendo aos poucos que só com cooperação é que se vai em frente. Espero estar no caminho certo.
    Um grande abraço, e boa sorte ao BoomBust.

    junho 20, 2007 às 19:35 Responder
  • http://reinehr.org/blogs-e-internet/blogosfera/gattaca.php
    Leiam aqui a resposta do Rafael Reinehr ao meu convite…

    André, mesmo no universo não virtual, muitas vezes concorrentes se fazem parceiros, num modelo de concorrência em que todo mundo ganha. Sua proposta, então, funciona sim. ;)

    Grande abraço!

    junho 21, 2007 às 11:40 Responder
  • http://papodehomem.com.br/principal/meta/concorrentes-da-revista-papo-de-homem/
    Aqui a visão do Guilherme Nascimento Valadares, no Papo de Homem, que quando foi convidado por mim, já o tinha sido pelo Bruno Alves, do BrPoint, e respondeu.

    junho 21, 2007 às 11:46 Responder
  • Wagner, também achei teu ponto de vista interessante.

    Penso que quem quiser tratar blogs como negócio, tem que pesar bem o custo de oportunidade e os retornos esperados. E só então decidir o quanto investir de tempo, dinheiro e empenho.

    Enoch Filho
    http://euVejo.alemdascurvas.com

    junho 22, 2007 às 13:58 Responder
  • Wagner,

    Acho que está ocorrendo na blogosfera o mesmo caos inicial que acontece com toda tecnologia nova. Foi assim com a ferrovia. Nos EUA o mesmo trecho de algumas dezenas de km chegava a ter 3 ferrovias disputando carga e passageiros. No início da indústria automobilística, havia 370 fábricas só nos EUA, algumas uma simples garagem. No início da WEB todos se julgavam capazes de montar um provedor, bastava um quartinho, 3 micros e umas 5 linhas telefônicas.

    Com isto, quero dizer que é ainda muito cedo para se definir como será este mercado da blogosfera, sua dimensão, o nível de competição, as práticas vitoriosas, etc.

    Num mercado em formação como a blogosfera, penso que a cooperação assume um papel fundamental, mesmo entre os concorrentes, para que ela se desenvolva de uma forma aberta, livre, robusta e sustentável.

    junho 22, 2007 às 14:00 Responder