Sob a consultoria de Jorge Felix, com licença de uso creative commons e organização do Manoel Fernandes, da Revista Bites, foi lançado pela W3 Editora o livro Do Broadcast ao Social Cast.
“Fruto de uma inspiração coletiva”, como diz o próprio Manoel, foram reunidos pensamentos, idéias, visões e conceitos de vários autores convidados (dentre eles eu) sobre “como as redes estão transdormando o mundo dos negócios”.
“Quando Coca-Cola, Microsoft, IBM, Wal-Mart, LG, Nokia, Editora Abril, Tecnisa e Rede Globo entram com disposição nesse universo [das redes sociais], vale a pena refletir por que outras marcas ainda não tiveram coragem para fazer o mesmo movimento.” Manoel Fernandes [leia mais...]
No livro me encontro ladeado por alguns dos meu próprios grurus de mercado como Bruno Fiorentini [Yahoo], Caio Túlio Costa [Fac. Casper Líbero], Marcos Souza Aranha [iChimps], Alessandro Barbosa Lima [E-Life], Romeo Busarello [Tecnisa], Marcelo Coutinho [Ibope/FGV], Silvio Meira [CESAR] e o próprio Manoel Fernandes, dentre vários outros.
O lançamento do impresso está sendo organizado para acontecer num debate entre os autores, mediado pelo Manoel Fernandes em local e data ainda por serem definidos, mas você já pode ter acesso ao material disponibilizado para download clicando na imagem ao lado, no topo da barra lateral aqui do blog ou clicando aqui.
Como ganhei do editor alguns poucos exemplares já impressos e encadernados, vou distribuí-los entre os primeiros que manifestarem interesse em recebê-los aqui nos comentários deste post.
Confirmando local e data do lançamento oficial eu volto aqui e faço um update do post informando.
“Se levarmos em conta que uma marca é, na sua essência, uma informação sobre um produto (e/ou quem o consome), e que ela está sempre associada a um determinado conteúdo que pode ser digitalizado (uma foto, uma música, um comercial, etc), temos uma primeira pista para empresas que desejam ser bem-sucedidas no mundo do socialcast: a marca deve agir para aumentar o capital social de alguns integrantes da sua rede de consumidores potenciais. Os anunciantes podem fazer isto através de iniciativas que aumentem a capacidade de comunicação dos indivíduos, permitam a eles adquirir (e exibir) expertise, utilizem seu conhecimento para vencer competições ou desenvolver processos colaborativos que podem resultar em gratificações de ordem emocional altruística (a satisfação de ajudar os outros), emocional competitiva (o reconhecimento da sua capacidade), operacional (maneiras mais eficientes de realizarem atividades importantes para eles) e/ou financeira.” Marcelo Coutinho [leia mais...]

Na sua 4a edição divulgada no final do ano passado a pesquisa F/Radar realizada pela F/NAZCA concluiu, dentre outras coisas:
Você pode conferir o resultado completo da pesquisa, intitulada A Internet no Brasil 2007/2008 clicando no link aí ao lado.
Assim que tomamos conhecimento dessa pesquisa lá na Riot pensamos em dedicar algum tempo e recursos à realização de um estudo a respeito das marcas mais citadas em mídias sociais no Brasil, seja espontaneamente ou por já terem estabelecido algum tipo de relacionamento com essas mídias.
Hoje, depois de conhecer a lista dos Top Social Brands 2008 publicada no Vitrue Blog fomos tomados pelo impulso que faltava para nos incentivar a fazer nossa própria pesquisa, com base nas marcas locais e/ou que atuem no Brasil.
Nos próximos dias, tão logo a concluamos, saberemos quem são as marcas que saíram na frente ao estabelecerem formas de interação social com o seu público via ferramentas de mídias sociais como os blogs, os microblogs, fotologs, vídeos e outros meios sociais. O resultado deverá ser publicado originalmente no blog da empresa e comentado por aqui. Fique de olho.

O dia de hoje será lembrado pela história como o início da era Obama.
“Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um político dos Estados Unidos da América, eleito[1] o 44º presidente de seu país, pelo Partido Democrata. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. Foi senador pelo estado de Illinois. Obama foi o primeiro afro-americano a ser eleito presidente estadunidense, e também o único senador afro-americano na atual legislatura.” Wikipedia
O que nem todos sabem é que parte importante da bem sucedida estratégia de campanha do novo presidente americano foi construída com base num posicionamento firme e inteligente junto às mais diversas formas de mídias sociais.
A nova novela das 21:00 hs da Rede Globo de televisão, Caminho das Índias, que estréia logo mais, emplacou na semana passada a viralização de dois dos seus vídeos promocionais – o de Márcio Garcia e o de Juliana Paes, ambos praticando uma modalidade de yoga conhecida como swasthya.
Os vídeos são, na verdade, uma montagem explicada pela própria emissora logo após a publicação de ambos e, independente de serem montagens declaradas, alcançaram juntos a incrível marca de mais de 80 mil visualizações nos últimos 10 dias, caminhando para alcançarem mais de 100 mil exibições ainda no decorrer desta semana. Foram referenciados por mais de 80 blogs dos mais diversos perfis e ganharam destaque em quase todos os principais portais de notícias do país, o que, tudo somado, explica o sucesso da iniciativa.
A Rede Globo de televisão promoveu neste sábado a festa de lançamento da sua próxima novela das 21:00 hs, Caminho das Índias. A comemoração aconteceu no Parque Lage, na região do Jardim Botânico do Rio de janeiro.
É tradição da emissora lançar seus folhetins com festas de arromba, onde recebe seu time de astros e estrelas e a imprensa.
Desta vez, além dos atores que estarão na novela e da imprensa tradicional, que faz a cobertura do evento, também foram convidados alguns dos blogueiros que colaboram com a autora Glória Perez na composição do personagem Indra, vivido pelo ator André Arteche, que na trama interpretará um blogueiro.
No ano passado, numa prévia do que se discutiria nos encontros de blogueiros entre si e/ou com empresários, com jornalistas, com acadêmicos e com representantes de outros segmentos, realizamos aqui no blog um debate que serviu pra criar conteúdo de base, sobre o qual se formou, no decorrer do ano seguinte, uma trilha que levaria à consolidação dos blogs como mídia relevante, como modelos de negócio, criou e mudou mercados, enfim, usamos a interação e a colaboração, marcas da web 2.0, a favor do fortalecimento da blogosfera brasileira.
Depois disso muita água passou sob essa ponte. Uma torrente, eu diria.
Hoje, às vésperas do segundo Blogcamp SP, marcado para os dias 30 e 31 desse mês de agosto, volto a convidar alguns amigos com os quais me encontrei por várias ocasiões, em eventos, a trabalho ou em alguma missão evangelizadora das mídias sociais pelos quatro cantos do Brasil, para deixarem aqui mais uma fatia de colaboração com o segundo debate online promovido pelo Boombust - desta vez, em vez de chamá-lo de Blogosfera Brasileira em Debate, vou nominá-lo Mídias Sociais em Debate 2008, numa prévia não apenas dos blogcamps do ano, mas também do Fórum de Mídias Digitais e Sociais, programado para o final do ano, abrindo assim o foco e o alcance dos resultados, por motivos óbvios.
A série de 7 posts que resultará deste debate lançará, do próximo dia 25 de agosto, o blog corporativo da Coworkers Mídias Sociais, pessoa jurídica por trás do Boombust, da rede Hitech Live Blogs, do Nossa Via, das nossas parcerias de negócios com a Riot, com as Editoras Globo e Abril, com a Revista Bites, com o Brogui Blogs, com o Mercado Livre e algumas outras tantas em prospecção.
Gostaria de convidar publicamente para moderar e debater os painéis de temas sugeridos abaixo:
Cada um dos debatedores deverá formular uma questão pertinente ao tema do painel para o qual foi convidado, que deverá ser respondida pelos outros três convidados do mesmo painel. Pode ser uma pergunta, uma provocação, uma afirmação para análise dos demais, etc… (Prazo: Até 20/Ago, Quarta-feira)
Os moderadores convidados deverão acionar imediatamente os debatedores convidados, coletar as questões formuladas por cada um (até o dia 20) e enviar aos demais para que respondam. Em seguida coletar também suas respostas e ordená-las. (Prazo: Até 23/Ago, Sábado)
Um post sobre cada um dos painéis deverá ser publicado, em série, pelos moderadores no novo blog corporativo da Coworkers, a ser lançado no dia 25/Ago, elencando perguntas e respostas coletadas comentando-as, expressando seus próprios pontos de vista sobre o tema, e convidando seus leitores a estender as discussões nos campos de comentário do post e/ou nos seus próprios blogs.
Os posts devem ser divulgados, 1 por dia, pela ordem dos painéis (de 1 a 7), a partir do dia 25/Ago, Segunda-feira, terminando no dia 31/Ago, Domingo.
Por Samantha Shiraishi
Mesmo no ambiente produtivo no qual estou inserida o uso do orkut no trabalho ainda é motivo de controvérsias. Usá-lo como instrumento de trabalho então, é coisa para visionários. Por conta disto, escrevo aqui ciente de que este post vai ser motivo de piadas para alguns, total indiferença para outros e motivará comentários e leitura para poucos.
Acredito que estes poucos são os que entendem o movimento que acontece no Brasil e que está sendo batizado de mídia social.
Há quem fale da nova mídia como uma exclusividade dos blogs, mas sua força está mesmo nas redes sociais. O movimento é mais amplo e nele o brasileiro mostra sua força de comunicação, de opinião, de reação. Costumamos achar que brasileiro não reage politicamente. É verdade, o século XX teve tantos episódios de massacre da nossa jovem democracia que fomos inexoravelmente forçados a ser o tal Homem Cordial do Sérgio Buarque de Hollanda. Mas no século XXI, o brasileiro comum descobriu que pode reclamar fazendo parte de associações inusitadas e aparentemente sem compromisso e se posiciona fazendo parte da comunidade “Eu amo aquilo”, “Eu odeio fulano”, “Eu tenho o carro X”. Estes espaços democráticos estão concentrados num lugar: o orkut.
Notem o mapa acima. Ele faz parte de um levantamento da Pingdom, uma companhia sueca que monitora a performance de sites. Ontem eles divulgaram um estudo no post Social network popularity around the world (Popularidade das redes sociais pelo mundo, texto em inglês, comentado em português por alguns blogueiros, como os sorveteiros do IceCreamNow) no qual podemos ver que o Brasil aparece como usuário de várias redes sociais e campeão do uso de orkut. Novidade não é, claro, quem não viu que o Google passou para o escritório brasileiro a responsabilidade do orkut? A questão aqui é a relevância desta rede social para os negócios.
Minha experiência com orkut é longa e variada, mas acima de tudo produtiva em termos profissionais. Passada aquela fase de “encontrar a galera” (amigos, colegas e parentes perdidos pelo mundo), descobri na rede social um espaço para encontrar pessoas com afinidades profissionais e pessoais. Criei comunidades, fui muito ativa em outras que me renderam convites para ser mediadora (quando esta função surgiu) e fiz vários contatos profissionais, que renderam trabalho, fontes de reportagem ou no mínimo prestígio. Participei de projetos de cineastas, ONGs, mestrandos e doutorandos, fui fonte de reportagens de colegas, recebi convites de frilas e descobri novos amigos que se tornaram velhos parceiros, mesmo só virtualmente. Acredito que foi assim porque sempre usei o orkut como uma rede social, não como um trampolim para outras coisas. Lá podia ser sincera, franca, espontânea, natural – e, por consequência, verdadeira.
Estas características dos usuários começam a ser usadas a favor das empresas. Quer dizer, pelos visionários que citei no começo do texto e que estimulam as empresas a criarem oportunidades e espaços de comunicação com seus consumidores através das redes sociais. Em sua participação no Café.com Blog Carol Terra, da equipe de comunicação do Mercado Livre e autora do livro Blogs Corporativos: Modismo ou Tendência?, exortou os presentes a investirem no profissional que fará a interface da empresa com as mídias sociais. Admiro Carol desde a entrevista que fiz com ela no lançamento do livro e foi gratificante ouvir alguém propor algo assim para uma platéia de pequenos e médios empresários interessados em criar um novo canal com seus clientes.
Acredito que este espaço ainda é inexplorado tanto por profissionais quanto por empresários, mas está começando a ser descoberto e levado a sério. Breve, quem deixar de ver o orkut apenas como hobby ou um espaço para o funcionário matar o tempo de trabalho, poderá sair lucrando com a experiência, ganhando novos clientes, descobrindo parcerias lucrativas e de baixo custo e gerenciando (evitando) crises.
Há alguns dias, Wagner deixou aqui uma provocação para contarmos o uso que fazemos do orkut, que acabou motivando meu post. Os comentários, que concorrem a convites para o Seminário Info – Redes Sociais, foram muito construtivos e apontavam para esta profissionalização do orkut. Ela deve ser feita com uma ética verdadeira (não a falsa ética, a que tenta fazer uma ação em rede social ser natural quando no fundo foi arquitetada. O novo brasileiro, este que não é mais só um homem cordial, sente a diferença e não tem escrúpulos ao separar o joio do trigo, criando e destruindo reputações com rapidez estonteante. E exatamente por isso ele pode ser um grande aliado para sua empresa. ![]()
P.S. Lembrei de uma historinha corporativa com orkut. Em 2006 fui contratada por uma empresa de RH para cuidar da imagem deles na internet e criar um projeto para o site (que virou blog com janela do meebo para interação). No começo do trabalho, notei que a pauleira seria limpar o nome deles no orkut e foruns espalhados pela rede. Eles estão num segmento diferente, intermediando a contratação de dekasseguis brasileiros por indústrias japonesas, e o contato deste grupo é feito internet, especialmente orkut e msn. Nestas redes sociais se diz o que vale a pena, onde ir ou não, quanto é justo ganhar. Por conta disto, é onde os concorrentes criavam fakes e enchiam os fóruns das comunidades de críticas. Fiz um trabalho de formiguinha: tratei caso a caso, em dezenas de comunidades, oferecendo-me para verificar na empresa qual a situação e tentar corrigir o que poderia ter acontecido. Consegui resolver todos e, surpresa, só um era efetivamente vítima. Este caso tratamos com tamanho cuidado que hoje o rapaz é um parceiro de trabalho e uma das melhores propagandas que temos na web.