Como publicar um livro

20.09.09 por Wagner Fontoura

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Tomei conhecimento há poucos dias em primeira mão da  apresentação criada pelo Juliano Spyer para o 24o Painel de Biblioteconomia de Santa Catarina. A proposta da apresentação, segundo o próprio Juliano,  foi “refletir como a produção e o consumo de livros mudou pela disseminação das Tecnologias de Informação e Comunicação”. Ele usou como referências dois livros que publicou, o Conectado, pelas vias tradicionais, e o Para Entender a Internet, criado e disponibilizado online. Além deles, enumera outros trabalhos seus de produção e compartilhamento de conteúdo, solo e/ou com colaboração de terceiros.

Bacana demais; sinal dos tempos. Não dá pra dizer que o livro impresso morreu, nem mesmo que esteja com os dias contados, mas aponta caminhos alternativos ao formato que o Juliano chama de “gutemberguiano”. Caminhos  que culminarão por forçar um reposicionamento das editoras – o que, esteja certo, já vem acontecendo no Brasil e no mundo.

Já se vêem editoras experimentando uma aproximação com o universo digital, como fez há pouco, por exempo, a Ediouro ao integrar uma iniciativa totalmente colaborativa e interativa (o BlogBooks) em que o conteúdo de vários blogs será transcrito para o formato impresso e dará origem, em tese,  a vários livros que deverão ganhar espaço nas livrarias.

A Singular, outra das promotoras do mesmo BlogBooks,já anunciou que vai passar a oferecer em breve o serviço de impressão “on demand” com o discurso de que com ele “todos vão poder realizar o sonho do livro próprio”.

Não acredito que haja qualquer pretensão de qualquer das partes em ganhar dinheiro com esse tipo de iniciativa no atual estágio das coisas, mas é sinal de que “as melancias estão de ajeitando no caminhão”. Muita água ainda vai rolar por baixo dessa ponte; muita tentativa e erro até que cheguemos a formatos que funcionem para os diversos públicos alvo e remunerem adequadamente autores e editores.  Não haverá soluções fáceis mas é claro que vários novos caminhos, como os experimentados e narrados pelo Juliano Spyer seguirão se abrindo.

DM9DDB – a Agency of the Year 2009 está contratando

3.07.09 por Wagner Fontoura

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Clique aqui e faça seu cadastro

A DM9DDB, agência brasileira mais premiada esse ano em Cannes e eleita  Agency of the Year, está contratando dois Estagiários de Mídia via Twitter.

Para se inscrever os interessados (estudantes) terão que entrar no site www.sigamidiadm9.com.br, se cadastrar e a partir daí seguir o Twitter da Mídia da DM9, @sigamidiadm9, para ir acompanhando as fases e tarefas. A primeira fase das inscrições termina neste final de semana e a partir da segunda-feira que vem (06/07), a disputa começa pra valer.

Então corra que ainda dá tempo de participar do processo seletivo. Clique na imagem acima e preencha o cadastro. Agora é só ficar atento aos próximos passos do proceso por este Twitter.

Faturamento da publicidade no Brasil

19.02.09 por Wagner Fontoura

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faturamento-da-midia-no-brasil

O IDG Now! noticiou hoje números levantados pelo Instituto Inter-Meios a respeito do crescimento da publicidade no Brasil em 2008, em relação a 2007.

Alguns desses números:

Faturamento com publicidade por veículo:

  1. TV – 12,6 bilhões de reais, crescimento de 12,5%;
  2. Jornal –  3,4 bilhões de reais, 9,6% a mais que em 2007;
  3. Revistas – 1,8 bilhão de reais, crescimento de 12,5%;
  4. Rádio -  902,4 milhões de reais, cresceu 17,6%;
  5. TV por assinatura – 802,7 milhões de reais, aumento de 25,5% no período;
  6. Publicidade online –  759,3 milhões de reais em 2008, alta de 44,1%

“A participação da web, neste total, fica em 3,54%, 0,77 pontos percentuais a mais que os 2,77% de fatia em 2007, quando a área somou 19 bilhões de reais.”

Fonte: IDG Now!

Recentemente o Ibope Monitor já havia divulgado o Ranking 2008 das Agências de Publicidade no Brasil. A YR manteve a liderança pelo 6º ano consecutivo, batendo a casa dos 4 bilhões de reais de faturamento bruto no ano. 

As 50 maiores Agências, por faturamento bruto:

Posição: Agência: Faturamento:

(em Milhares de Reais)

1 Y R 4.081.612
2 JWT 1.697.008
3 ALMAP BBDO 1.615.221
4 DM9DDB 1.206.530
5 MCCANN ERICKSON 1.199.725
6 OGILVY E MATHER BRASIL 1.119.578
7 AFRICA 1.064.871
8 GIOVANNI DRAFTFCB 1.040.140
9 LEO BURNETT 889.892
10 NEOGAMA 864.596
11 F NAZCA S E S 849.680
12 EURO RSCG BRASIL 824.728
13 LEW LARA TBWA 820.977
14 BORGHIERH LOWE 794.221
15 TALENT 780.918
16 PPR 629.951
17 Z MAIS 599.815
18 DPZ 553.387
19 FISCHER AMERICA 515.657
20 ARTPLAN 502.326
21 LODUCCA PUBLICIDADE 489.508
22 PUBLICIS BRASIL 473.933
23 141 SOHO SQUARE 473.779
24 AGENCIA FALA 457.218
25 PROPEG 454.209
26 MPM PROPAGANDA 434.382
27 NOVA SB 420.779
28 EUGENIO PUBLICIDADE 416.243
29 MY PROPAGANDA 412.712
30 MOHALLEM MEIRELLES 320.253
31 P A PUBLICIDADE 309.771
32 DENTSU 307.357
33 TATERKA 300.468
34 MULTI SOLUTION 299.255
35 SALLES CHEMISTRI 286.552
36 LONGPLAY COMUNICACAO 360 270.418
37 MASTER 238.483
38 QG PROPAGANDA 229.936
39 CITYTEL 219.818
40 PRO BRASIL 215.924
41 W/BRASIL 195.549
42 FULLPACK COMUNICACAO 183.306
43 GP7 180.183
44 ESCALA COMUNICACAO 156.101
45 WOODY SM2 149.293
46 DCS COMUNICACOES 147.086
47 SANTA CLARA 135.358
48 AGNELO PACHECO COMUNICACAO 131.164
49 P E M PUBLICIDADE E MARKETING 129.793
50 MATOSGREY 123.332

 

Leia Mais: A falência da publicidade como modelo único de negócio na web

A falência da publicidade como modelo único de negócio na web

17.02.09 por Wagner Fontoura

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mídiasonline

O post exatamente anterior a este, retratando (e, em algum momento, especulando sobre) os movimentos do blogueiro Antônio Tabet, autor de um dos maiores blogs brasileiros – o Kibe Loco – a caminho de se estabelecer como “uma empresa de entretenimento” foi cenário de discussões acaloradas entre defensores e detratores do referido autor, quando, a mim, leva a questionar coisas como o fim prenunciado do modelo de negócio que sustenta e provê recursos a blogueiros que vivem atualmente da publicidade online, seja em que formato for.

Lendo, no final de semana passada, matéria publicada n’O Estado de S. Paulo sobre “Como salvar os jornais (e o jornalismo)“, de autoria de Walter Isaacson – ex-editor da revista Times e atual presidente do Instituto Aspen – não pude deixar de me ver às voltas com o sentimento de que se aproxima o momento em que as publicações online, sejam blogs ou quaisquer outras páginas eletrônicas de jornais, revistas, portais de notícias ou afins, precisarão encontrar saídas para a cilada em que nos colocamos ao apostar todas as nossas fichas na publicidade como fonte segura e una de receitas para as suas manutenções.

Com base na referida matéria do Estadão e segundo o Centro de Pesquisas Pew, “em 2008 as notícias gratuitas publicadas na Internet foram mais procuradas do que as notícias publicadas em jornais e revistas impressos (e pagos) que publicavam o mesmo conteúdo nos EUA”. Quando a publicidade eletrônica entrou em declínio, no terceiro trimestre de 2008, esse modelo de negócio teria entrado em de colapso.

Tradicionalmente, jornais e revistas contam com 3 fontes de receitas:

  • vendas em bancas, 
  • assinaturas e 
  • veiculação de publicidade associada às suas páginas, seja na Internet ou no impresso.

Temos presenciado, dia após dia, o fechamento de inúmeros jornais no mundo todo, seja porque não se adaptaram ao novo modelo de negócio, que se baseia em publicidade na Internet ou, paradoxalmente, porque apostaram nesse modelo e se viram capengas diante da impossibilidade de se sustentarem exclusivamente com esse formato, uma vez que a queda nas vendas nas bancas é crescente e avassaladora

“Como apostar única e exclusivamente num modelo em que o comprometimento primário de uma publicação – seja um jornal, uma revista ou uma website (blogs inclusive) – seja com anunciantes e não com o seu público?” vaticinou Henry Luce, cofundador da revista Time recentemente, ao desdenhar de publicações gratuitas que dependem apenas de receitas provenientes da publicidade.

Ainda segundo Luce, “as publicações acabarão produzindo apenas páginas sobre coisas que desejam os anunciantes, em detrimento, por exemplo, de resenhas literárias”. Impossível permanecer impassível diante desse questionamento. 

Ser pago pelos usuários, em função de eventuais serviços prestados,  seria uma opção aparentemente razoável, então, já que não cobrar pelo acesso ao conteúdo se tornou, em princípio, um caminho aparentemente sem volta?

O advento do banner como primeiro tipo de anúncio na web e que predominou de 1994 a 2000 foi o que levou o mercado à crença de que não seria mais preciso cobrar pelo conteúdo ao usuário e nos levou a todos ao atual modelo de dependência quase exclusiva do anunciante para sustentarmo-nos como produtores de conteúdo. Mesmo quando o banner foi em larga escala substituído pelo modelo de publicidade transformado pela Google naquilo que fez dos blogs uma possível fonte de renda para os blogueiros e mesmo para publicações de maiores pretensões como os portais de notícias e as páginas eletrônicas da “velha mídia tradicional”.

O conteúdo chamado “publieditorial“, por sua vez, reforça a aposta no modelo de remuneração baseado no anunciante e, não por acaso, é criticado por boa parte dos websurfers e mesmo por parte dos players do próprio mercado publicitário e anunciante. Agências de publicidade online e especialistas em mídias sociais têm apostado cada dia mais em soluções mais elaboradas e criativas de adesão dos principais geradores de buzz online às suas idéias pretensamente virais, com casos de mais ou menos sucesso em promover o word of mouth, e vêm construindo uma trilha alternativa e (espera-se) sustentável de sucesso nesse sentido.

O que posso afirmar, como quem tem relacionamentos próximos de negócios com editoras, emissoras de tv, agências de publicidade e anunciantes, é que, se 2008 foi um ano de afirmação das novas mídias sociais, em detrimento do declínio dos espaços ocupados pelas mídias ditas tradicionais no mercado, isso, por sua vez, fez saltar aos olhos a fragilidade de se depender exclusivamente do anunciante como modelo de negócio – modelo que a atual crise financeira mundial ajudou sobremaneira a colocar em cheque.

Iniciativas de transformar as mídias diversas em fornecedoras de soluções, produtos e serviços complementares e cheios de sinergias, como alternativas ao velho modelo de venda de conteúdo, podem ser a chave que nos abrirá novas possibilidades de sustentação como mídia. Quem (sobre)viver verá.

Leia Mais: Faturamento da Publicidade no Brasil em 2008

Pesquisas Blogblogs e Brasigo

15.01.09 por Wagner Fontoura

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webco

Foto: Rafael Mont Serrat

Blogblogs e Brasigo acionaram por e-mails suas respectivas bases de usuários para saberem um pouco mais sobre os seus perfis e, dentre outras coisas, suas opiniões a respeito de possíveis formas de monetizarem ambas as plataformas.

Para ouvi-los, bolaram duas pesquisas online, uma com 10 e outra com 16 perguntas. 

A do Blogblogs, assinada por Manoel Netto, gerente do produto, pode ser respondida por seus usuários nesse link:
https://www.webcointernet.com/sendstudio/link.php?M=150822&N=37&L=25&F=T

A do Brasigo, assinada por Guilherme Komel, nesse:
http://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=Angg2aCEzy4PDL3B1gxJyQ_3d_3d

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Opera apresenta estudo de acesso Mobile

30.07.08 por Helton Kuhnen

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A empresa desenvolvedora de software Opera apresentou recentemente um estudo no qual mostra, não somente os números evolutivos de acesso Mobile, mas também os 6 principais celulares que mais usam o browser Opera Mini em sua navegação.

O nível do estudo é global, pois no Estados Unidos 9 em cada 10 aparelhos portáteis que usam o Opera são BlackBerry. O CEO do Opera , Jon Von Tetzchner disse que o público quer ter acessos a internet, independente do modelo que usa, seja o celular básico ou smartphone. Dentre os aparelhos mais utilizados estão os da fabricante Nokia, Sony Ericsson, RIM (BlackBerry) e um da Samsung.

O Opera Mini é hoje considerado um dos mais versáteis, práticos e leves navegadores, por isso tão usado no Mundo Geek Mobile ;)

Helton Kuhnen.

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