
O consumidor, que era receptor de informações, passa a ser responsável pela reputação do produto. [Edmar Bulla, Nokia]
Quando empresas do porte da Nokia entendem claramente o peso do fato de terem seus consumidores estabelecendo on-line a reputação dos seus produtos e a importância disso para os seus negócios, então é chegado o momento de buscar formas de posicionar sua marca com segurança e de forma sustentável frente às mídias sociais.
Já não é exigir demais das marcas que entendam que não basta usarem essas novas e já super poderosas mídias para “fazer propaganda na Web”, nos mesmos e velhos moldes que se fazia antes nas velhas mídias. Mídia social não pode mais ser uma preocupação apenas da área de Marketing, mas do jurídico, do RH, do comercial, do operacional, de TODA a empresa. Esse tem sido pra mim um tema recorrente em debates com amigos que atuam no meio, como Diego Monteiro, Juliano Spyer e Guilherme Nunes.
Conversando essa semana com Manoel Fernandes a este respeito, o editor da Revista Bites me inquiria sobre o quanto os presidentes / donos das empresas já seriam permeáveis a esta realidade. Em resposta pude lhe afirmar que muitos daqueles com quem já convivo no meu universo profissional sim. E é por isso que desde o final do ano passado me dedico a fazer da Coworkers Mídias Sociais uma empresa de comunicação nessas mídias, indo além de oferecer aos nossos clientes exclusivamente “publicidade em mídias sociais”.
Por conta desse posicionamento, decidi me desinstalar da Riot, empresa pioneira e líder no mercado de publicidade em mídias sociais no Brasil e na América Latina, com quem colaborei orgulhosamente nos últimos 2 anos, para me dedicar a uma nova empreitada: alavancar, pela Coworkers, empresas que já investem (ou não) em publicidade nesse segmento a um novo patamar, posicionando-as COMO UM TODO frente a estas mídias.
Hoje em sede própria na capital paulista, a Coworkers está estruturada e assistida por profissionais nas áreas de consultoria, planejamento, atendimento e operações, além de contar com profissionais de reconhecido prestígio em mídias sociais no seu Conselho de Administração.
Conta ainda com parceiros de negócios que complementam nossos serviços, como a Café Azul (mídia digital e mobile marketing) e a i9 Social Media (editoria de conteúdo em mídias sociais), além da própria Riot (publicidade em mídias sociais) já mencionada.
Responsável direta pela presença na rede social de empresas como o STB – Student Travel Bureau e a H.Stern, dentre outras, a Coworkers reforça sua posição no mercado, oferecendo às empresas serviços completos de comunicação em mídias sociais.
Estes serviços não se restringem a fazer “propaganda em veículos de mídia social”, mas passam pela definição das melhores práticas na rede, práticas a serem evitadas, diretrizes de posicionamento jurídico em relação à web 2.0, uso de ferramentas de mídias sociais no RH da empresa, na área comercial, na institucional, enfim, inserem as novas mídias no DNA da empresa, inserindo-a, consequentemente, no mundo da Internet social. Tudo com base nas melhores práticas preceituadas pela Womma, organização internacional que nos serve de bússola e cujas diretrizes apoiamos e seguimos. [Wagner Fontoura, Coworkers]

Este post é uma tradução livre de um documento elaborado e disponibilizado pelo Social Media Business Council composto por uma série de rascunhos de listas de verificação [checklists] para ajudar as empresas, seus funcionários, e suas agências a aprenderem a lidar de forma apropriada e transparente ao interagirem com blogues, blogueiros, e as pessoas que interagem com eles. O documento que deu origem a esta tradução para o português pode ser baixado integralmente (em inglês) aqui: Disclosure Best Practices Toolkit. Trata-se de uma iniciativa das mais interessantes que já encontrei na web esse ano lá fora, que poderia muito bem servir de inspiração e referência para as empresas no Brasil. E o que é mais bacana: são grandes empresas falando entre si e publicamente sobre o que ELAS consideram as melhores práticas. Fantástico.
“Nós acreditamos nos princípios de transparência e de abertura, e este documento é um modo de fazer com que isso seja real a partir do nosso próprio ambiente. O nosso objetivo não é criar e tampouco propor novos padrões ou regras para a indústria. Estas listas de verificação são ferramentas de treinamento do tipo “open source” [fonte aberta], que são desenvolvidas para educar centenas ou milhares de funcionários em qualquer empresa de grande escala para interagirem com a comunidade de mídia social.” Social Media Business Council
Não, estas são as melhores práticas para desenvolver o nosso próprio guia interno. O Conselho de Negócios de Mídia Social não é uma associação comercial e nem uma entidade padrão, então não temos o poder ou a autoridade de estabelecer tais regras. Nós ajudamos as empresas a aprenderem umas com as outras e a desenvolverem recomendações de melhores práticas enquanto comunidades.
Não, de modo algum. Esta é uma ferramentado do tipo “open source” [fonte aberta] para empresas que desejam aprender o modo correto de interagir com os blogues. Estamos ensinando e compartilhamos nossas experiências.
Somos um grupo voluntário de empresas que compartilham visões e experiências umas com as outras. Rascunhamos este documento para tornar mais fácil o compartilhamento do nosso aprendizado com todos.
Não; este guia é útil para qualquer lugar onde seus funcionários estejam comentando ou participando de uma conversa. Ele é útil para toda a mídia social, e em particular para qualquer momento em que esteja envolvida a questão da voz e do papel pessoal vs. a voz e o papel corporativo.
Sim. Nós recebemos e convidamos todas as partes interessadas a acrescentarem sua opinião e contribuirem no sentido de melhorar este guia.
Sim. Este Guia de Exposição está licenciado de acordo com a Licença Não-Comercial da Atribuição Comum Criativa. Visite a página http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0 para ver uma cópia desta licença.
Foco: Melhores práticas para como funcionários e agências, que atuam como representantes corporativos oficiais, e que expõem sua identidade a blogueiros e nos blogues.
Ao me comunicar com blogues e blogueiros em nome da minha companhia ou em tópicos relacionados aos negócios da minha companhia, eu:
Exporei claramente o nosso envolvimento em todos os blogues produzidos pela companhia ou nossas agências.
Foco: As melhores práticas para funcionários e empregadores ligados a blogues pessoais e com participação pessoal em mídia sociais cujos assuntos estejam relacionados à companhia. Esta lista procura complementar as políticas existentes para funcionários.
Para blogues pessoais ou interações em mídias sociais:
Foco: Melhores práticas de como os negócios interagem com blogues e blogueiros externos.
Ao me comunicar com blogues ou blogueiros em nome da minha companhia, eu :
Foco: Melhores práticas ao fornecer incentivos a blogueiros.
Ao fornecer quaisquer formas de pagamento aos blogueiros, tais como recompensas, incentivos, itens promocionais, presentes, amostras, ou itens para resenha, eu serei completamente transparente, pois:
Foco: Melhores práticas para vendedores, agências, e subcontratados que agem em nome da companhia.
Ao fazer uso de agências externas ou pessoal da agência para realizar comunicação em nosso nome, eu:
Foco: Melhores práticas para situações artísticas/ de entretenimento, em que seja necessário e apropriado obscurecer o patrocinador de um site.
A exposição poderá ser temporariamente atrasada para permitir a liberdade criativa, se esta ação estiver de acordo com os seguintes critérios:
Exemplo: Criar blogues para promover um filme.
Leitura complementar: A falência da publicidade como modelo único de negócio na web (Não deixe de ler os comentários deste post)
Sábado passado, depois de muito ensaio, resolvi ir conhecer in loco, com um grupo de amigos, o projeto de “inclusão social pela inclusão digital” que os Amigos do Planeta levam a cabo a quatro mãos com a ONG CDI e que tem o patrocínio das Casas Bahia – o chamado Caminhão Itinerante.
Na verdade o tal caminhão é apenas um dos espaços usados para a realização das cursos gratuitos (veja lista completa aqui) de introdução ao mundo digital pelo projeto, que faz uso ainda de grandes tendas muito bem montadas e igualmente bem equipadas para fins complementares como palestras e oficinas. Existe uma segmentação adicional dos cursos para crianças e para a terceira idade.
Chega a ser realmente emocionante ouvir os depoimentos dos alunos. Uma senhora fez questão de interromper os exercícios que fazia para nos apresentar seus filhos, de diferentes idades, que também estavam por lá; cada um com um objetivo, cada qual com seu sonho, todos felizes da vida pelo novo horizonte que certamente a alfabetização digital lhes proporcionará.
Minha formação escolar básica se deu em escolas públicas, meu pai era professor da rede pública de ensino e por isso sei muito bem da importância de iniciativas como esta na vida das pessoas que são agraciadas pela gratuidade desses cursos e pela dedicação de educadores que se dispõem a usar seus finais de semana para compartilhar o que sabem com quem só tem acesso a esse tipo de cultura por meio de iniciativas como esta. Daí eu querer compartilhar aqui com vocês.
Se tiverem a oportunidade, confiram de perto. É uma aula de cidadania.
“Nesse primeiro ano o programa irá percorrer municípios da Grande São Paulo e região metropolitana do ABCD: Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá e Guarulhos. Veja na sessão Agenda quando o caminhão estará em cada cidade.”
A jornalista, blogueira, amiga e ativista de boas causas Samantha Shiraishi, que esteve comigo (e levou toda a família junto) nessa visita está propondo uma blogagem coletiva sobre o tema Inclusão Digital. Vale a discussão no nosso meio, que quase sempre que se refere a essa tag (#inclusaodigital) é de forma pejorativa, reclamando da suposta invasão de “miguxos” em meios como o Twitter ou nos comentários dos nossos blogs. Quer saber como resolver o problema? #educação. Apoie essa iniciativa.

Sempre que um embate judicial se dá envolvendo empresas que, como o Twitter, se estabelecem sobre terrenos pouco ou nada explorados pela legislação isso acaba corroborando objetivamente para a (re)definição de fronteiras. Foi assim, por exemplo, no notório processo judicial movido nos EUA pela poderosa Geico contra a jovem Google e julgado em dezembro de 2004, no qual, ao dar ganho de causa para a empresa de buscas, a juíza Leonie M. Brinkema acabou lastreando uma inovadora política de anúncios que culminou com uma verdadeira revolução no mercado publicitário (e noutros).
Na semana passada diversas publicações online brasileiras deram conta do que, a olhos incautos, poderia parecer apenas um imbróglio no qual se meteu um dos mais importantes blogs americanos de tecnologia – o TechCrunch – ao publicar informações confidenciais da nova estrela da Internet – o Twitter (leia aqui o referido post, em inglês: Twitter’s Internal Strategy Laid Bare: To Be “The Pulse Of The Planet” ).
Fruto de roubo por “um hacker anônimo” de documentos e registros internos diversos da empresa dona do maior microblogger do mundo (eram mais de 37 milhões de usuários em maio desse ano), o material em questão foi encaminhado para o blog e publicado por ele na sequência, sem qualquer autorização por parte de ninguém do Twitter – pelo menos segundo a própria empresa. Para saber mais sobre tudo o que foi divulgado pelo blog com base nas informações a que teve acesso sugiro a leitura do ótimo post publicado pelo repórter Rafael Barifouse no blog Tecneira, da Época Negócios – aqui: Esquenta a briga entre Twitter e o blog TechCrunch.
Sem nada a acrescentar que já não tenha sido explorado pelo Rafael no seu referido post, o que me chama a atenção é a possibilidade eminente do TechCrunch abrigar-se sob a alegação de privilégio jornalístico, o que garante o direito de não revelar as suas fontes, caso o Twitter leve a cabo a ameaça de processar juridicamente o blog. Considerando o fato de que declaradamente as informações publicadas tiveram origem num fato condenável sob qualquer ótica e que a sua publicação pode (e certamente irá) provocar danos da mais larga escala nos rumos da empresa de San Francisco, essa briga promete e tem tudo para ser um delineador de novas fronteiras até onde poderão ir os blogs como veículos noticiosos lá e, por tabela, em todo o mundo.
Fiquemos de olho.

“.. (blogueiros) são como uma torcida num jogo de futebol que fica o tempo todo gritando para os jogadores, para o juiz. É gente que não apura nada, só faz barulho.”
É assim que o escritor e jornalista americano Gay Talese, que virá ao Brasil lançar seu último livro na FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty - se refere à nova geração de produtores de conteúdo na web e ao que chama de “os males da tecnologia”.
Em entrevista concedia à Veja dessa semana (ed. 2117, pág. 86) Talese, considerado por muitos “uma lenda viva” e um dos mais renomados criadores do chamado “novo jornalismo”, não poupa críticas nem usa meias palavras para se referir aos aspectos negativos da forma como as pessoas da geração pós-Google têm se instruído.
“Elas têm uma pergunta na cabeça, vão ao Google, pedem a resposta e pronto. Consideram-se informadas sobre o que queriam, mas é um modo linear de pensar e ser informado… se informam de modo muito objetivo, no mau sentido.”
Se você não conhece Gay Talese, não se iluda confundindo-o com “mais um jornalista da velha guarda a espernear pelo espaço perdido para as novas mídias”. Talese defende a tese de que sequer o jornalismo está em crise, mas os jornais é que estão (com o que me permito discordar). Critica duramente as posturas dos jornalistas e dos principais jornais americanos de ancorarem-se aos pés dos governos (do poder) e de não terem mais o ceticismo e o distanciamento tão necessários à profissão de jornalista – o que colabora largamente para que percam cada dia mais credibilidade (e público e dinheiro, claro).
Tenho olhado muito, sim, para os discursos de figuras respeitáveis como Talese e mesmo Andrew Keen, sobre quem fiz menção por aqui recentemente, pois tenho sido acometido de um incômodo crescente (e angustiante) com a igualmente (e exponencialmente) crescente produção de lixo na internet e na aparente construção de uma “idiocracia” (com o perdão do neologismo) dominante em nosso meio.
Tenho muitos motivos pra me preocupar: sou pai de adolescentes, blogueiro, profissional da internet e enxergo – pois só os tolos ou aqueles que não querem ver por interesse próprio não aceitam que por inúmeros que sejam os benefícios dos novos horizontes que se abrem à nossa frente com o advento das “novas” ferramentas e formatos de comunicação (seja de conteúdo ou de publicidade), “estamos com um pé em cada barco, e comicamente eles começam a se afastar“.
Não fecho com Talese, nem com Keen completamente. Entre um discurso e outro eu fico com o do Cardoso. Ainda incomodado. Rebento.
Talese estará no Brasil em julho próximo e Keen, provavelmente, em setembro.
Não costumo publicar aqui no Boombust jobs nos quais trabalho lá na Riot, mas uma ação na qual venho trabalhando há várias semanas tem me dado especial satisfação:
Na sequência da campanha publicitária em que a Microsoft lançou na web recentemente updates e novos serviços Windows Live em ações desenvolvidas pela Gringo.nu em parceria com a Riot, teve início hoje uma nova e divertida etapa, de forma totalmente interativa com seus usuários.
Para esta etapa 5 profissionais reconhecidos em suas áreas de atuação e com forte presença na web foram convidados a apresentar suas vidas e trabalhos através da plataforma Windows Live, interagindo com seus usuários através de um concurso cultural que dará muitos prêmios.
Compõem o time que promoverá esta ação online:
Uma super banda – LIPSTICK; um astro da TV – FELIPE ANDREOLI, do CQC; um blogueiro famoso bem conhecido de você, leitor do Boombust – o HELTON KUHNEN, do HITECH LIVE; uma promoter super descolada – LALAI, e um fotógrafo do Flickr – DANIEL MITSUO, o FORE. Todos bons amigos meus, em maior ou menor escala!
A Mecânica da Ação:
A cada semana, o foco será dado em um dos profissionais. Haverá uma pergunta no hotsite de Windows Live a respeito desse profissional que poderá ser respondida por qualquer um, a qualquer momento, no site.
As dicas das respostas estarão espalhadas nos produtos usados pelos profissionais, “escondida” dentro da descrição pessoal de um deles ou entre o material de suporte, como fotos ou vídeos, por exemplo.
Serão 5 semanas de ação e 55 prêmios, 11 para cada semana. O primeiro ganhador de cada semana poderá receber 1 Xbox 360, 1 TV LCD 32’’, 1 câmera fotográfica 9.1 MP, 1 Microsystem ou 1 Notebook. E os outros 10 seguirão ganhando celulares Palm Treo Pro.
O link para participar das ações é o http://www.windowslive.com.br/onde
Trabalhar a quatro mãos com a Gringo já é uma delícia – uma agência MEGA criativa, inteligente, ultra cuidadosa com a qualidade dos seus trabalhos; trazer para esta ação amigos de diversas redes sociais como blogs, twitter, flickr e outras mídias tão diversas e ver um resultado tão bacana me enche de orgulho e de prazer em trabalhar com criação, produção e veiculação de publicidade em mídias sociais, além de renovar a minha crença nesse “novo mercado” que, aos poucos e com base em bons resultados, vai ganhando a confiança de anunciantes do porte de uma Microsoft. Legal!

Há uma corrente muito alarmante em nossa cultura voltada para o sarcasmo, a hostilidade e a grosseria. Obviamente, pessoas conseguem desenvolver seus blogs do jeito que elas querem. Mas da minha perspectiva, se eu escrevo sobre uma maneira particular de fazer algo e alguém discorda, eu responderia de preferência que “Ah, eu não concordo” ao invés de “Você é um idiota”. Dave Taylor, The intuitive life business blog
A Wikipedia define bullying como atos premeditados e repetidos de violência física ou psicológica, praticados para intimidar ou agredir alguém. No cyberbullying recorre-se à tecnologia para ameaçar, humilhar ou intimidar alguém através da multiplicidade de ferramentas da nova era digital, tais como redes sociais da Internet (blogs, microblogs, compartilhadores de notícias, listas de discussões, etc), sites de partilha de fotos, vídeos, gravações MP3, objetivando minar a reputação e a paz alheia.
No Brasil (e, pelo jeito da declaração de Dave Taylor acima mencionada, transcrita do ótimo livro Blogging Heroes, também na gringa) observo que cresce, dia após dia, uma prática que mascara de guerrilha o que, a meu ver, não passa de terrorismo raso; sob a égide da irreverência vem se praticando é cyberbullying mesmo. Cyberbullying corporativo!
Por incrível que pareça – acredite – existem empresas se especializando nessa nova modalidade “guerrilheira”. Blogueiros que se projetaram no cenário da blogosfera brazuca pelo tom ácido, polêmico, “irreverente”, hoje, isoladamente, são coisas do nosso passado recente, já praticamente peças de museu, relegados à irrelevância e ao descrédito, já que absolutamente tudo o que tocam, tudo o que passa pelas suas alças de mira, vira galhofa, chacota, vítima da nova liberdade de expressão que a web 2.0 preconiza. Hoje deram lugar a “especialistas” ligados a empresas que fazem a mesma coisa, mas em escala profissional. Sacou? Unidos venceremos. Unidos e organizados em pessoas jurídicas, em redes, ou, pelo menos, agrupados em feudos.
Tentar destruir reputações de marcas que se posicionam de forma incipiente, frágil, tímida, muitas vezes equivocada frente às novas mídias sociais virou esporte coletivo. Vejo grupos que, em tese, se propõem a ensinar outras empresas a se posicionarem frente às novas vias de comunicação interativa incentivando, quando não promovendo o que chamo qualifico de cyberbullying corporativo, promovendo em novos e potenciais anunciantes na web todos os traumas e fobias típicos dessa prática que deveria ser odiosa mas, ao contrário, encontra platéias ávidas por sangue. E viva a galhofa; e tome tiro no pé. Fogo amigo – amigo da onça.
O mercado de publicidade em mídias sociais já é tão novo, tão cheio de respostas ainda não encontradas, de verdades ainda em fase de construção, de obstáculos e barreiras a serem vencidos! Ainda temos que conviver com esse tipo de comportamento (auto)destrutivo.
É curioso (e óbvio) assistir à preocupação “dos donos da rede” com a invasão de “mídias para gente grande” como os blogs ou o Twitter pela miguxada do orkut – rs. Como se as mídias sociais fossem feudos shiitas. A resposta é simples: Não.
