
Ao fazer um comentário num post instigante da Cilene Bonfim [Brasileiro não gosta de propaganda em blogs. Fazer o que? Escrever em inglês?] não consegui mais me livrar de algumas perguntas que vieram, de pronto, infernizar minha cabeça. O maldito comentário foi:
“Uma coisa legal que aconteceu há algum tempo na TV brasileira (mas não apenas na Brasileira, claro) e que ajudou significativamente o nosso povo a gostar de propaganda naquela mídia foi o salto enorme de qualidade que esta deu. Alguns comerciais são muito bons e – não raro – muito melhores do que a programação em si. Esse pode ser um desafio pra nós na web – transformar a publicidade em algo que mereça ser gostada. Porque,convenhamos, isso ainda não aconteceu. Vejo raríssimas exceções em que um bom post publicitário é oferecido por aqui. Quem faz isso muito bem é – a meu ver, por exemplo, a Revista Papo de Homem, e alguns poucos blogs de publicitários interessantes (até pelo traquejo de seus editores pra coisa). <out comment> Isso tem sido discutido por aqui. </out comment>
Quanto a donativos para blogs, eu, particularmente faria com o maior prazer, mas pra não muito mais que uma dúzia de blogs brazukas da atualidade. De novo, acho que a bola está com a gente mesmo. Temos que primeiro valer o cascalho pra depois lamentarmo-nos se ele ainda assim não vier. Provavelmente, pra maioria de nós, nem mudança de idioma salvaria.”
Por que tenho sempre mais perguntas na cabeça do que respostas (oh, mundo cruel)?
Será que a “faculdade de blogologia” já não existe e é conhecida pelo nome de “marketing” (ou será “jornalismo”, ou será “comunicação”)?
Será que idioma da blogosfera é o inglês (e o mandarim é a 2ª língua universal tb na blogosfera)?
Será que já existe um “modelo” de sucesso já estabelecido entre os blogs (será que os blogs da rede do Interney dão pistas a respeito desse modelo)? Quais outros? O que eles têm em comum? Hummm…
Será que o segredo ou o único caminho possível para a representatividade da blogosfera junto ao mercado é realmente a união de blogs e blogueiros em torno de modelos comuns ou haverá espaço para estrelas solitárias de intenso brilho (Miss Cangaíba pode ser um dia Miss São Paulo, Miss Brasil, Miss Universo)?
Será que estou fazendo as perguntas certas?
Será que alguns vários antes de mim já não se fizeram essas (e outras) perguntas antes? Será que já não encontraram, senão as respostas definitivas (será que há respostas definitivas?), pelo menos, respostas que lhes serviram a contento? Quem seriam estes? O que eles tem dito a esse respeito? Como estão suas vidas?
Será que não há nada mesmo melhor pra fazer num domingo lindo de sol do que ficar aqui elocubrando?
Será que a Dercy Gonçalvez esqueceu de morrer?
Será que o Silvio Santos não cansa de rir dos pobres? …
setembro 24, 2007 às 07:37Wagner, tenho lido sua opinião sobre o assunto dos post publicitários e sou partidário da mesma linha.
Mais importante do que selos e avisos de “perigo: esse artigo foi pago!”, é manter o nível e vejo que muitos blogs não se atentam a esse lado.
setembro 24, 2007 às 09:02Como faço ppara ter uma barra de status igual a do Tonohbon?
setembro 24, 2007 às 09:03Guilherme, é um plugin que usamos para pegar os dados do Blogblogs, é preciso que você comente com o mesmo e-mail que usa no blogblogs.
setembro 24, 2007 às 15:29A discussão é extremamente interessante e sadia, acho que muito há de acontecer ainda nesse mundo dos blogs. Percebo que, cada vez mais, blogs são tidos como ferramenta de conhecimento, informação e opinião de qualidade.
Modelo de sucesso? Isso é relativo. O que é sucesso de um blog? É virar problogger e ganhar muito dinheiro com publicidade online, Adsense, resenhas? Sucesso pode ser exposição capaz de gerar negócios offline? Acredito que blogs são mais que um espaço web e uma cara atrás dos textos.
Sobre donativos, isso no Brasil é papo furado. Sem hipocrisia, não estamos culturalmente prontos pra isso. É uma pena. Eu mesmo já vi excelentes sites, mas não clique na opção de doação. Tenho um sistema ativado de doação e nunca recebi nenhum tostão. É justo. Não adianta, a gente pode falar que quer mudar, mas assim como não estamos preparados para dar dinheiro a um site de que gostamos, estes sites não estão preparados para transformar a doação em algo interessante para o usuário. Falta profissionalizar a responsabilidade com o leitor, investir nele.
Falou. Abraços.
setembro 24, 2007 às 16:41