
O IDG Now! noticiou hoje números levantados pelo Instituto Inter-Meios a respeito do crescimento da publicidade no Brasil em 2008, em relação a 2007.
Alguns desses números:
“A participação da web, neste total, fica em 3,54%, 0,77 pontos percentuais a mais que os 2,77% de fatia em 2007, quando a área somou 19 bilhões de reais.”
Fonte: IDG Now!
Recentemente o Ibope Monitor já havia divulgado o Ranking 2008 das Agências de Publicidade no Brasil. A YR manteve a liderança pelo 6º ano consecutivo, batendo a casa dos 4 bilhões de reais de faturamento bruto no ano.
| Posição: | Agência: | Faturamento:
(em Milhares de Reais) |
| 1 | Y R | 4.081.612 |
| 2 | JWT | 1.697.008 |
| 3 | ALMAP BBDO | 1.615.221 |
| 4 | DM9DDB | 1.206.530 |
| 5 | MCCANN ERICKSON | 1.199.725 |
| 6 | OGILVY E MATHER BRASIL | 1.119.578 |
| 7 | AFRICA | 1.064.871 |
| 8 | GIOVANNI DRAFTFCB | 1.040.140 |
| 9 | LEO BURNETT | 889.892 |
| 10 | NEOGAMA | 864.596 |
| 11 | F NAZCA S E S | 849.680 |
| 12 | EURO RSCG BRASIL | 824.728 |
| 13 | LEW LARA TBWA | 820.977 |
| 14 | BORGHIERH LOWE | 794.221 |
| 15 | TALENT | 780.918 |
| 16 | PPR | 629.951 |
| 17 | Z MAIS | 599.815 |
| 18 | DPZ | 553.387 |
| 19 | FISCHER AMERICA | 515.657 |
| 20 | ARTPLAN | 502.326 |
| 21 | LODUCCA PUBLICIDADE | 489.508 |
| 22 | PUBLICIS BRASIL | 473.933 |
| 23 | 141 SOHO SQUARE | 473.779 |
| 24 | AGENCIA FALA | 457.218 |
| 25 | PROPEG | 454.209 |
| 26 | MPM PROPAGANDA | 434.382 |
| 27 | NOVA SB | 420.779 |
| 28 | EUGENIO PUBLICIDADE | 416.243 |
| 29 | MY PROPAGANDA | 412.712 |
| 30 | MOHALLEM MEIRELLES | 320.253 |
| 31 | P A PUBLICIDADE | 309.771 |
| 32 | DENTSU | 307.357 |
| 33 | TATERKA | 300.468 |
| 34 | MULTI SOLUTION | 299.255 |
| 35 | SALLES CHEMISTRI | 286.552 |
| 36 | LONGPLAY COMUNICACAO 360 | 270.418 |
| 37 | MASTER | 238.483 |
| 38 | QG PROPAGANDA | 229.936 |
| 39 | CITYTEL | 219.818 |
| 40 | PRO BRASIL | 215.924 |
| 41 | W/BRASIL | 195.549 |
| 42 | FULLPACK COMUNICACAO | 183.306 |
| 43 | GP7 | 180.183 |
| 44 | ESCALA COMUNICACAO | 156.101 |
| 45 | WOODY SM2 | 149.293 |
| 46 | DCS COMUNICACOES | 147.086 |
| 47 | SANTA CLARA | 135.358 |
| 48 | AGNELO PACHECO COMUNICACAO | 131.164 |
| 49 | P E M PUBLICIDADE E MARKETING | 129.793 |
| 50 | MATOSGREY | 123.332 |
Leia Mais: A falência da publicidade como modelo único de negócio na web

O post exatamente anterior a este, retratando (e, em algum momento, especulando sobre) os movimentos do blogueiro Antônio Tabet, autor de um dos maiores blogs brasileiros – o Kibe Loco – a caminho de se estabelecer como “uma empresa de entretenimento” foi cenário de discussões acaloradas entre defensores e detratores do referido autor, quando, a mim, leva a questionar coisas como o fim prenunciado do modelo de negócio que sustenta e provê recursos a blogueiros que vivem atualmente da publicidade online, seja em que formato for.
Lendo, no final de semana passada, matéria publicada n’O Estado de S. Paulo sobre “Como salvar os jornais (e o jornalismo)“, de autoria de Walter Isaacson – ex-editor da revista Times e atual presidente do Instituto Aspen – não pude deixar de me ver às voltas com o sentimento de que se aproxima o momento em que as publicações online, sejam blogs ou quaisquer outras páginas eletrônicas de jornais, revistas, portais de notícias ou afins, precisarão encontrar saídas para a cilada em que nos colocamos ao apostar todas as nossas fichas na publicidade como fonte segura e una de receitas para as suas manutenções.
Com base na referida matéria do Estadão e segundo o Centro de Pesquisas Pew, “em 2008 as notícias gratuitas publicadas na Internet foram mais procuradas do que as notícias publicadas em jornais e revistas impressos (e pagos) que publicavam o mesmo conteúdo nos EUA”. Quando a publicidade eletrônica entrou em declínio, no terceiro trimestre de 2008, esse modelo de negócio teria entrado em de colapso.
Tradicionalmente, jornais e revistas contam com 3 fontes de receitas:
Temos presenciado, dia após dia, o fechamento de inúmeros jornais no mundo todo, seja porque não se adaptaram ao novo modelo de negócio, que se baseia em publicidade na Internet ou, paradoxalmente, porque apostaram nesse modelo e se viram capengas diante da impossibilidade de se sustentarem exclusivamente com esse formato, uma vez que a queda nas vendas nas bancas é crescente e avassaladora
“Como apostar única e exclusivamente num modelo em que o comprometimento primário de uma publicação – seja um jornal, uma revista ou uma website (blogs inclusive) – seja com anunciantes e não com o seu público?” vaticinou Henry Luce, cofundador da revista Time recentemente, ao desdenhar de publicações gratuitas que dependem apenas de receitas provenientes da publicidade.
Ainda segundo Luce, “as publicações acabarão produzindo apenas páginas sobre coisas que desejam os anunciantes, em detrimento, por exemplo, de resenhas literárias”. Impossível permanecer impassível diante desse questionamento.
O advento do banner como primeiro tipo de anúncio na web e que predominou de 1994 a 2000 foi o que levou o mercado à crença de que não seria mais preciso cobrar pelo conteúdo ao usuário e nos levou a todos ao atual modelo de dependência quase exclusiva do anunciante para sustentarmo-nos como produtores de conteúdo. Mesmo quando o banner foi em larga escala substituído pelo modelo de publicidade transformado pela Google naquilo que fez dos blogs uma possível fonte de renda para os blogueiros e mesmo para publicações de maiores pretensões como os portais de notícias e as páginas eletrônicas da “velha mídia tradicional”.
O conteúdo chamado “publieditorial“, por sua vez, reforça a aposta no modelo de remuneração baseado no anunciante e, não por acaso, é criticado por boa parte dos websurfers e mesmo por parte dos players do próprio mercado publicitário e anunciante. Agências de publicidade online e especialistas em mídias sociais têm apostado cada dia mais em soluções mais elaboradas e criativas de adesão dos principais geradores de buzz online às suas idéias pretensamente virais, com casos de mais ou menos sucesso em promover o word of mouth, e vêm construindo uma trilha alternativa e (espera-se) sustentável de sucesso nesse sentido.
O que posso afirmar, como quem tem relacionamentos próximos de negócios com editoras, emissoras de tv, agências de publicidade e anunciantes, é que, se 2008 foi um ano de afirmação das novas mídias sociais, em detrimento do declínio dos espaços ocupados pelas mídias ditas tradicionais no mercado, isso, por sua vez, fez saltar aos olhos a fragilidade de se depender exclusivamente do anunciante como modelo de negócio – modelo que a atual crise financeira mundial ajudou sobremaneira a colocar em cheque.
Iniciativas de transformar as mídias diversas em fornecedoras de soluções, produtos e serviços complementares e cheios de sinergias, como alternativas ao velho modelo de venda de conteúdo, podem ser a chave que nos abrirá novas possibilidades de sustentação como mídia. Quem (sobre)viver verá.
Leia Mais: Faturamento da Publicidade no Brasil em 2008
Ou…

Antônio Tabet pode ser polêmico, controverso, pode se achar acima do bem e do mau, pode ter mais desafetos do que amigos entre os seus pares na blogosfera – e pode até achar que seus verdadeiros pares não estão na blogosfera (e talvez não estejam mesmo). Mas o que ninguém pode negar é que o Kibe Loco é hoje o blog de maior visibilidade do país e sua relevância, em função de toda essa visibilidade, é cada dia que passa um dos seus ativos mais sólidos.
Recentemente premiado pelo Best Blogs Brazil – um prêmio que só mereceu a atenção de Tabet na véspera do encerramento da votação popular, quando perdia para o igualmente irreverente mas mais jovem Pergunte ao Urso (citado no capítulo de sábado da novela Caminho das Indias – confira…) e que, com um único post relâmpado entitulado La Votación (que não consegui mais encontrar publicado para linkar aqui) virou o jogo a seu favor – o Kibe foi considerado o melhor blog de humor pelo voto dos web surfers, o que foi ratificado depois pelos palestrantes do Campus Party, jurados da 2a etapa do referido prêmio.
Na semana passada, em entrevista concedida à Folha de São Paulo, Antônio Tabet confirmou sua intenção em “contratar redatores e produtores para ajudá-lo no trabalho”. Nesse final de semana, Rosana Hermann, no seu Querido Leitor cantou uma pedra a respeito de o Kibe “virar uma produtora de humor, de Internet, vídeo, etc…”
Trabalhando e convivendo nos bastidores do mundo dos blogs e da Globo, tenho percebido os rumores crescerem em torno do fato de Tabet reforçar seu time, prestador de serviços que também é da maior emissora de TV do país, com associações e contratações de figuras de peso dos dois universos (blogs e tv).
Tabet tem a envergadura necessária para promover algo realmente novo no nosso cenário a partir de associações de negócios inteligentes, como inteligente é o formato do humor que o promoveu a estrela num universo povoado por “miss cangaíbas” que, em boa parte, esperneiam quando constatam a sua ascensão (preferindo não acreditar) .
Fato é que seus prováveis 300 mil leitores diários atuais vão lhe dando respaldo nas sua escalada de negócio – e contra fatos não há argumentos. Há?

De acordo com a empresa de pesquisa Davie Brown Entertainment, pela 1a vez um presidente americano é apontado, localmente, como a personalidade mais influente do país. Curiosamente quem ocupava no Davie Brown Index há algum tempo esta posição era o ator Tom Hanks que, dessa vez, apareceu na 2a posição.
O índice é ”uma pesquisa independente utilizada por agências e anunciantes para determinar a capacidade de uma celebridade de influenciar as afinidades do consumidor com a marca e afetar a decisão de compra”, na definição literal do site Advertising Age, que me serviu aqui de fonte.
São oito os atributos classificados na pesquisa, dos quais em quatro Obama aparece como primeira referência: confiança, influência, determinação de tendências e abertura de caminhos.
De inusitado, o fato de que, das mais de mil celebridades analisadas, nada menos do que oito entre as dez mais influentes são negras – Obama (1º) Will Smith (3º), Michael Jordan (4º), Morgan Freeman (5º), Denzel Washington (7º), Michelle Obama (8ª), Oprah Winfrey (9ª) e Tiger Woods (10º).

Na sua 4a edição divulgada no final do ano passado a pesquisa F/Radar realizada pela F/NAZCA concluiu, dentre outras coisas:
Você pode conferir o resultado completo da pesquisa, intitulada A Internet no Brasil 2007/2008 clicando no link aí ao lado.
Assim que tomamos conhecimento dessa pesquisa lá na Riot pensamos em dedicar algum tempo e recursos à realização de um estudo a respeito das marcas mais citadas em mídias sociais no Brasil, seja espontaneamente ou por já terem estabelecido algum tipo de relacionamento com essas mídias.
Hoje, depois de conhecer a lista dos Top Social Brands 2008 publicada no Vitrue Blog fomos tomados pelo impulso que faltava para nos incentivar a fazer nossa própria pesquisa, com base nas marcas locais e/ou que atuem no Brasil.
Nos próximos dias, tão logo a concluamos, saberemos quem são as marcas que saíram na frente ao estabelecerem formas de interação social com o seu público via ferramentas de mídias sociais como os blogs, os microblogs, fotologs, vídeos e outros meios sociais. O resultado deverá ser publicado originalmente no blog da empresa e comentado por aqui. Fique de olho.