Em 2008 a Efigênia vai à escola

29.11.07 por Wagner Fontoura

Blogosfera

2007 ainda nem acabou mas 2008 já começou. No próximo ano a blogosfera vai à escola e os preparativos para esse importante momento da vida de qualquer “criança” (que ainda brinca de casinha e quase ainda cheira a talco) já começaram aqui no Boombust.

Trata-se da 2ª edição do Blogosfera Brasileira em Debate, que já encontra-se em fase de projeto. A 1ª versão serviu de “esquenta” para o Blogcamp SP 2007; dessa vez o objetivo será…

…a popularização da blogosfera brasileira, levando os nossos temas de interesse e a sua difusão ao meio acadêmico nos principais pólos estudantis do Brasil.

A blogaria vai às escolas – públicas e privadas – em 2008, levada pelas próprias mãos de vários dos principais blogueiros motores do advento blog em cada região geográfica do Brasil, que já começaram a ser recrutados para juntos compormos a estrutura que moverá esse novo passo da nossa caminhada.

Uma infra de apoio, patrocínio, planejamento e implementação do projeto já está posta em marcha.

Se você é blogueiro ou usuário regular de blogs, se você tem interesses no fortalecimento da blogosfera nacional, se gosta de grandes desafios, é pirado (tá valendo), se já se considera um blogueiro profissional ou se não passa de um amador (mas daqueles que amam mesmo a coisa, com força), junte-se a nós nessa que será uma verdadeira cruzada.

Não haverá seleção, ninguém que se manifestar interessado em participar dessa cruzada ficará de fora. Ninguém! Seja você a Miss Cangaíba da vez ou não faça a menor idéia de quem seja essa dona Cangaíba; more você em São Paulo, Rio, BH ou em Quiprocó do Norte, tem um papel reservado pra você nessa empreitada.

Quer saber mais sobre o projeto? Basta deixar aqui mesmo seu comentário dizendo que quer “estar dentro” e você receberá um convite para participar do grupo de discussões que já está se formando em torno do tema.

Espero por você! Está formada a rede que levará a nossa Efigeninha pra escola. O Blogosfera Brasileira em Debate 2008 abrirá o ano novo metendo logo os dois pés na porta! E não será apenas online mas também, e sobretudo, offline – ao vivo, presencial e nosso alcance será textado e potencializado.

(Tenho bons motivos pra acreditar que o próximo ano será pródigo em produzir filhotes de blogueiros… rs)

Grande abraço! E não deixe de se juntar a nós nessa marcha. Quem chega primeiro sempre pega lugar na janelinha.

Tô esperando por você.

PS: Para alguns amigos pessoais e parceiros de toda hora esse post é algo além de um convite – é praticamente uma convocação, porque preciso de vocês. Isso vale também para aqueles que já participaram do debate da edição anterior.

Fontes alternativas de capital empreendedor

28.11.07 por Post importado do Nossa Via

DESTAQUE

Mencionei em recente post publicado aqui no portal algumas fontes de recursos disponíveis ao empreendedor, que variam normalmente em função do estágio do empreendimento. Falamos de anjos investidores, de fundos de capital de risco, financiamentos bancários e outros.

Mas existem outras fontes de recursos que as empresas devem ainda considerar, cujo acesso vai variar, normalmente, em função da oferta e das características do empreendimento.Segundo a Professora Cláudia Pavani (Economista pela USP e Mestre em Inovação Tecnológica/Engenharia de Produção pela Coppe-UFRJ) as principais fontes podem ser:

Lucros Acumulados:

Recursos gerados na operação e retidos pela empresa em períodos anteriores;

Clientes:

Adiantamento de valores contratados, que a empresa utiliza para o desenvolvimento ou produção / prestação de serviços;

Fornecedores:

A empresa pode conseguir parcelamentos ou descontos para pagamento dos seus fornecedores;    Clique aqui para ler o post completo

2ª Edição do Café.com blog busca nova linguagem comum de negócios

28.11.07 por Wagner Fontoura

Blogosfera

Decifra-me ou devoro-te!

“É possível
manter independência
de um blog e ganhar dinheiro
ao mesmo tempo?”

Conta uma lenda grega que a figura monstruosa de uma esfinge, enviada por Hades ou Hera, invadiu Tebas destruindo os campos e afugentando os moradores. A criatura propôs a se retirar do local se alguém conseguisse decifrar o seu enigma, porém aquele que não o decifrasse seria devorado – “decifra-me ou devoro-te!”

A blogosfera brasileira parece ter criado o seu próprio “enigma”, aparentemente a partir de um paradoxo: manter a liberdade e a essência dos blogs ou transformá-los em elementos de mídia contemporânea e, consequentemente, de negócios?

Eu digo “aparentemente” porque o paradoxo só existe se insistirmos em manter nossas análises do tema à luz de conceitos que, se serviram no passado, já não servem mais a todos. Vejamos:

O encontro

Reunidos em São Paulo na manhã de ontem, blogueiros, empresários e executivos ligados a mídias diversas e a agências publicitárias criaram a oportunidade de alinhar os discursos quanto aos modelos de negócio possíveis na relação dos blogs com a indústria publicitária.

Já é perceptível a impossibilidade de avanço nesse sentido com base em modelos já conhecidos. Segundo René de Paula – Microsoft Brasil – presente no encontro, “estamos diante da construção de um novo mercado e não apenas de mais um movimento, como equivocadamente, alguns pensam”.

Os dilemas começam a surgir simplesmente porque novas respostas precisam ser buscadas com base nas novas demandas e em novos conhecimentos. Não é possível moldar o papel dos blogs como mídia ou como negócios com base na relação das mídias tradicionais com o mercado. Há que se estabelecer novos paradigmas, novos modelos, um novo mercado. E a meu ver esses novos modelos já começaram a ser rascunhados aqui e ali, a partir dos debates promovidos pela blogosfera, pelos Blogcamps e Barcamps, pelos diversos encontros promovidos pelas empresas de tecnologia e de mídias tradicionais com blogueiros e pela associação de diversos blogueiros em torno de projetos maiores como a Nossa Via, por exemplo.

Nesse sentido – o de se estabelecer as bases desse novo mercado – a série Café.com Blog, de encontros promovidos pela Revista Bites, com apoio da consultoria do Manoel Netto e da Lúcia Freitas, patrocinada pelo provedor IG e com apoio da Gazeta Mercantil tem se mostrado uma das mais profícuas iniciativas do ano de 2007. E pelo menos 3 novos encontros dessa série já estão agendados para o início do próximo ano.

Entre os presentes estavam o consultor Marcos Aranha, o diretor de Planejamento da McCann Erickson, Brian Crotty, o diretor de marketing do iG, Alex Rocco, o diretor da Nuance, Daniel Barna, a diretora da Editora Globo, Cynthia de Almeida, a gerente de marketing da Visa Brasil, Clarissa Gaiatto, a diretora de planejamento do Terra, Riza Soares, Edson Romão Gomes (Aprex), além de diversos outros nomes que só confirmam a importância do encontro. Representando o portal NossaVia, estavam, além de mim, Gabriel Tonobohn, Conrado Navarro e Guilherme Valadares; pelo Interney blogs estavam Edney Souza e Ian Black (também representando a Riot); completando o time, Carlos Merigo, do Brainstorm#9 e outros, que totalizavam, segundo a organização do evento, 14 blogueiros.

As próximas edições já agendadas do encontro abrangerão especificamente as áreas de finanças, consumo e varejo, e telefonia .

Sobre a 1ª edição do encontro, leia em “Blogueiros e empresários – será que sai casamento?”

Update: Quer participar ativamente?Então saia da passividade – participe, ué. Meme café-com-leite.

Update 2: Leitura parcialmente complementar e talvez interessante (você decide): Campanha pela transparência online – Revista Papo de Homem

Grande abraço!

Wagner Fontoura

O monstro e a cartilha do amor

21.11.07 por Post importado do Nossa Via

Bate-Papo

“Cada um de nós guarda o melhor e o pior da humanidade. Somos Hitler e Gandhi. Temos tudo pronto aqui dentro, sempre disponível.” ?Gustavo Gitti [Nossa Via - Eu sequestrei e matei minha ex-noiva]

Ansiedade - Edward Munch

Essa noite acordei transpirando muito, assustado com os urros que eu mesmo emitira e que não acordaram só a mim mesmo, mas a todos na casa ? saia eu de mais um pesadelo. Tenho “sonhos recorrentes” às vezes (não raro). Eles mudam de tempos em tempos e o sonho/pesadelo de hoje fôra mais um desses que vira e mexe me perseguem. Talvez o pior deles, o mais incômodo.

Um ser, uma entidade, um sei-lá-o-quê (um bicho ou um monstro) tentando sair de dentro do meu corpo ? mas não ao estilo Alien… o bicho sou eu mesmo. Percebo nitidamente que sou o monstro e o corpo que ele quer deixar. Percebo ambas as personalidades. Uma resiste, embora pareça inerte ? o corpo. Outra insiste, urra, tenta avançar em quem está comigo na cena. ÿ sempre ameaçadora em relação aos demais presentes no quadro do sonho.

O monstro nunca venceu, mas já pregou tantos sustos nas pessoas que dividiam comigo o ambiente (o quarto) que chega a ser hilária a cena da minha ex-esposa me acordando de madrugada de trás de uma pilha de travesseiros, escondida pra não ser pega pelo troço que urra – rs.    Clique aqui para ler o post completo

Entrevista de Apresentação da Nossa Via

15.11.07 por Wagner Fontoura

Entrevistas

Na elaboração do material que será enviado pela assessoria de imprensa da Via6 às outras mídias, explicando a essência da Nossa Via – portal blog de conteúdo e de opiniões lançado recentemente pela parceria da Via6 com um grupo de blogueiros a ela associados, a jornalista Samantha Shiraishi realizou comigo um pequena entrevista. Como ainda não tinha falado com mais detalhes sobre o portal depois do seu lançamento aqui no Boombust, decidi publicar o conteúdo dessa entrevista.

Samantha Shiraishi: O Nossa Via é um blog, uma reunião de blogueiros ou um condomínio de blogs?

Wagner Fontoura: O formato do site é de weblog – ou blog – mas ele pode ser escrito por qualquer um – não necessariamente tem que ser blogueiro. O Interney é uma rede de blogs; o MeioBit é um blog temático que reúne vários blogueiros; o Nossa Opinião é uma reunião de blogueiros emitindo opiniões diferentes em torno de temas em comum; o Blog Coaching, como o próprio nome diz, será um coacher de blogs; nós somos um Portal blog de conteúdo e – sobretudo – de opiniões – sobre temas diversos. Iniciativas distintas, com diferentes modelos de negócio, todas em prol da blogosfera brasileira. O Nossa Via será escrito por pessoas comuns (especialistas de formações diversas – não apenas jornalistas, publicitários – embora os tenhamos no grupo), num formato que permite a interação que os portais tradicionais de notícia não permitem: o formato blog. Esse é o nosso principal diferencial. É aí que inovamos.

Mas vários portais (e a mídia tradicional) estão se voltando aos blogs como alternativa, numa tentativa de se atualizar e estar na web 2.0 . Eles não teriam mais credibilidade do que uma reunião de desconhecidos do grande público? Que oferta o nossa via pode fazer que o diferencie da visão opinativa destes grandes como os blogs da Globo, por exemplo? A isenção?

Wagner: Dentre outras coisas sim. Aliado a isso, nós dominamos a ferramenta (os editores e não apenas os autores); e podemos ter tanta credibilidade quanto qualquer outro especialista – porque escrevemos sobre as nossas especialidades. Além disso, temos o propósito de promover ações offline,- nosso outro sponsor, além do Boombust, é a Via6 – porque podemos ser instrumentos para ativação de atividades interativas offline na sua rede de mais de 200.000 associados, e os portais de notícias tradicionais não têm essa atividade.

Mas esta promoção de atividades interativas offline, creio que na área de negócios concretos, será uma das informações que se pretende oferecer ao grande publico como vantagem do Nossa Via?

Wagner: certamente – à medida que as formos promovendo de fato.

De que negócios você fala quando acena com a possibilidade de ações e interatividade offline?

Wagner: Transformando a passividade das nossas redes de relacionamento e comunidades em atividade. Meu primeiro post na Nossa Via anunciava o 1o StartupCamp Brazil Web, um bom exemplo de promoção na qual queremos e vamos atuar, levando oportunidades à nossa rede. O café com blogs é outro ótimo exemplo desse tipo de atividade que pretendemos, mesmo que em menor escala. A partir de então, aberta essa via, nossos próprios usuários sugerirão novas atividades de acordo com interesses individuais e coletivos, e nós teremos criado uma intensa atividade de social networking e de business - não necessariamente apenas de business - a partir do Portal. Vai depender de como seremos capazes de criar esse cenário, nós e o nosso próprio público – porque o processo é interativo – em via dupla.

Como este time de especialistas foi reunido?

Wagner: Como somos um portal nascido com o apoio e patrocínio da Via6 e no meio “blogosfera”, isso foi o primeiro norteador para a seleção dos autores e editores; discutimos isso abertamente junto às comunidades da Via6 para termos a medida do que o nosso público esperava de nós e depois fomos atrás desses valores na blogosfera, nas diversas comunidades da rede e no mercado. Pessoas interessadas em participar também puderam (e ainda podem) se inscrever a partir de página própria da Nossa Via no Boombust. Assim se deu o nosso processo de seleção, dentro da interatividade do meio em que nos inserimos.

Como o apoio e parceria do via6 se firmou?

Wagner: A Via6 sempre apoiou iniciativas dos seus associados ativos e, num certo momento, voltou-se para a geração e veiculação de conteúdo relevante na rede – o que a aproximou muito da blogosfera, que se sentiu acolhida no Rec6. Daí pra decidir patrocinar o projeto da Nossa Via foi um caminho curto. Inicialmente, esse patrocínio consistiu na hospedagem e resgistro de domínio da Nossa Via. E, junto com o Boombust – que também investe em outros projetos dentro da blogosfera – a Via6 é patrocinadora oficial do empreendimento, além de ter aberto a rede para nossa interação, destacando, inclusive, um representante seu – o Allan Panossian – para ser o elo de ligação entre o Portal e a Rede. Também nos oferece assessorias jurídica, de marketing e de imprensa.

E
ntão a pessoa jurídica por trás do Nossa Via é o via6?

Não. A Via6 não tem nenhuma participação jurídica na Nossa Via. Ela é, junto com o boombust, a patrocinadora oficial e eu sou seu Editor-chefe, a quem um “Conselho” responde diretamente.
O Conselho é formado por:

1. Cynara Peixoto – Assessoria de Criação

2. Gabriel Tonobohn – Assessoria de Negócios

3. Guilherme Valadares – Assessoria de Edição e Marketing

4. Conrado Navarro – Assessoria Financeira

5. Allan Panossian – Assessoria de Relações com a Rede Via6

Renato Shirakashi e Diego Monteiro respondem em última instância pela Via6 e eu pela Nossa Via.

Como você descreveria o Modelo de Negócio da Nossa Via de forma simples e objetiva?

Wagner: Somos um portal remunerado pelos serviços online que ofereceremos e pelas atividades offline que promoveremos em parceria entre a Via6, nossos autores, editores e usuários. Os recursos auferidos pelo portal são distribuídos entre os nossos integrantes, seguindo um padrão de remuneração pré-determinado por nós e aceito por eles de forma contratual.

O conteúdo do portal passa por algum tipo de reedição ou os autores são livres para publicarem o que quiserem, como bem entenderem?

Wagner: Essa é outra característica blogger que mantivemos. Outro importante diferencial. Nossos autores tem ampla, total e irrestrita liberdade de publicarem o que bem entenderem, sem passar por qualquer tipo de edição no sentido de alterar conteúdos. Nem mesmo precisam se sentir presos a categorias específicas – ou seja, se normalmente alguém escreve sobre tecnologia e num determinado momento deseja se posicionar sobre outro tema qualquer, é livre. Apenas os padrões de formatação de textos para publicação são editados. Liberdade total, preservando-se os limites da ética e da legalidade – nenhum outro. Em breve teremos colunas específicas, estas mais fixas e personalizadas.

E o Via Aberta, como vai funcionar?

Wagner:
Quanto à Via aberta, não é muito diferente dos canais de veiculação de conteúdo dos usuários mantidos por alguns portais de notícia como a IG, por ex (Minha Notícia). Só que em vez de veicularmos notícias, veicularemos conteúdos compatíveis com o nosso perfil (mais opinativo). Ainda não trabalhamos a divulgação desse canal mas vamos fazê-lo melhor, confesso que de propósito – porque não ainda não criamos uma estrutura ótima de seleção e edição desses materiais. Só no 1º dia 20 artigos foram recebidos para avaliação e pretendo publicar pelo menos 1 artigo selecionado por dia.

Quantos colunistas fixos compõe a equipe?

Wagner: Somos 21 colunistas fixos até agora – esse número deve aumentar nos próximos dias até chegarmos em 35 – número que consideramos ideal para o número de categorias e de artigos que pretendemos publicar diariamente. São eles:

Olhem, o rei está nú – vocês não perceberam?!

14.11.07 por Wagner Fontoura

Blogosfera

Controverso é um adjetivo que cai bem à figura do Jobson Lemos – personagem conhecido de todos os minimamente ativos na blogosfera brasileira. Há outros que lhe caberiam igualmente bem (empreendedor, ousado, polêmico, ácido), mas eu fico com controverso.

Na sua mais recente empreitada – aparentemente despretensiosa – faz aquilo pelo que eu espero faz tempo (e pelo que sempre esperei, desde que o conheço): cria seu próprio blog – que leva seu próprio nome, uma marca já forte entre nós.

Digo aparentemente despretensiosa porque, apesar de ser “apenas um blog”, nada do que o Jobson faça pode ser despretensioso; em algum momento suas ações logo mostram a que ele veio. E dessa vez o faz logo no 1º post publicado – e no 2º, e no 3º, e no 4º e assim sucessivamente até agora.

Traido muitas vezes pelo seu temperamento sui generis , já chega no púlpito do seu novo blog (aparentemente será um metablog) dizendo coisas cuja leitura mais atenta traduz:

“Olhem, o rei está nú – vocês não perceberam?!”

No post que abre sua série de petardos, trata do tema posts patrocinados exatamente no mesmo dia em que vários ícones da blogosfera também o faziam (dentre eles eu mesmo). Não preciso dizer que seu posicionamento foi na contramão, contrariando a corrente comum que se forma em torno da permissividade dessa prática.
“…posts patrocinados, não têm qualquer capacidade de mobilização. Mais ainda, no médio e longo prazo corroem a credibilidade do autor e da publicação, ainda que o texto deixe claro que se trata de matéria paga. ”

Há controvérsias? Mas “controverso” é o segundo nome do nosso amigo. Não concorda com o seu vaticínio? Leia o restante do seu artigo e encare os seus argumentos. Debata-os se puder.

Seus posts seguintes não fogem à regra (à sua regra pessoal, é claro – porque nossa figura, como bom empreendedor que é, não é do tipo que simplesmente segue as regras, ele as cria sempre que pode).

A Série:

Sozinhos esses três posts dariam um belo “esquenta” para o ano de 2008 que se aproxima! Ao abrir a contagem regressiva para o BlogCamp MG, que acontecerá no próximo final de semana, sugiro que os participantes vão se preparando, discutindo exatamente esses temas propostos aqui, debatendo os mais diversos (e adversos) pontos de vista, fugindo do lugar-comum e firmando seus próprios pontos de vista, na construção dessa via que vem se formando sob os nossos pés no decorrer de todo esse excelente ano de 2007.

Aliás, voltarei ao tema BlogCamp MG ainda antes da sua consumação, para cumprir a promessa que fiz de discutir os diversos modelos de negócio que estão se formando a partir da profissionalização de alguns blogs e blogueiros no Brasil. Esmiuçar os diferenciais de iniciativas como a Nossa Via, o Interney Blogs, o Nossa Opinião, o Blog Coaching, o Café com blog , os BlogCamps e outros mais.

Se você quiser acompanhar esses debates, aproveite para assinar aqui o feed do Boombust, que deverá entrar numa nova fase, promovendo ainda mais ativamente o empreendedorismo na blogosfera. Para assinar, é só clicar aqui.

Vamos nos falando. Grande abraço!

Wagner Fontoura

Por onde flui o capital empreendedor no Brasil

14.11.07 por Post importado do Nossa Via

DESTAQUE

O capital empreendedor – que, via de regra, busca empresas que atuem em mercados de rápido crescimento e vantagens competitivas significativas – possui fontes diversas de financiamento, e algumas são mais adequadas que outras aos igualmente diversos estágios de formação da empresa, do fluxo de caixa do tomador, dos montantes e das regras e restrições impostas pelo financiador.

No estágio de Concepção da empresa (ou de projeto), as fontes mais indicadas são as reservas / poupança do próprio empreendedor – ou de pessoas das suas relações pessoais de quem possa tomar por empréstimo, como familiares e amigos próximos. Os chamados angels investors também atuam muito fortemente em empreendimentos nesta fase de projeto. Neste momento, a receita é zero e o fluxo de caixa negativo, mas não muito ainda, porque, via de regra, este estágio ainda demanda poucos investimentos efetivos, tais como o elaboração do Plano de Negócio , o desenvolvimento de estudos e projetos e pesquisas preliminares de mercado.

Já no estágio seguinte – que vamos chamar aqui de Start-up – onde se desenvolvem protótipos, projetos-piloto, novas pesquisas de mercado, aquisições de máquinas e equipamentos e onde pode-se começar a contratar mão-de-obra, onde a receita ainda é muito baixa e oscilante e o fluxo de caixa é mais fortemente negativo – a principal opção de fonte de recursos de terceiros é quase sempre o capital empreendedor (também chamado capital de risco ou venture capital) e, eventualmente, parceiros potenciais de negócios. Para atrair esse tipo de investidor a empresa deve apresentar potencial de crescimento expressivo, atuar em mercados atraentes, com produtos e / ou serviços competitivos e preferencialmente inovadores.

No estágio seguinte de vida de uma empresa – o Inicial – esse leque sempre aumenta, visto que, com o desenvolvimento dos negócios os financiamentos bancários começam a existir e a empresa tende a ter fluxo de caixa suficiente (embora, quase sempre ainda relativamente baixo) para arcar com os juros e amortizações cobrados por este tipo de financiador. Isso sem contar que neste estágio começam a surgir possíveis recursos de incentivos fiscais e de clientes (receitas) mais regulares.

Na fase de Expansão da empresa, dependendo do seu grau de maturidade e do montante de recursos a ser aportado, o private equity surge como possibilidade real a ser considerada – sempre com alguma perda de liberdade por parte do empreendedor, em função da necessidade de passar a ter que informar os investidores de forma mais sistemática a respeito de tudo o que diz respeito à gestão do negócio.

Para empresas mais Maduras e robustas, o mercado aberto de ações, através de emissões públicas, além de todas as opções anteriores, surge como um possibilidade a ser considerada.

Fundos de capital empreendedor são geridos por uma empresa administradora e seus sócios são investidores de longo prazo.

Um tipo de fundo bastante comum no mercado brasileiro são as holdings; e existe ainda subsidiárias corporativas de instituições financeiras ou de grandes empresas, cujos recursos são provenientes do caixa dessas instituições.

Os processos fundamentais do capital de risco, normalmente, são:

1. Captação
2. Seleção
3. Análise
4. Investimento
5. Acompanhamento
6. Desinvestimento

Mas isso é assunto para um outro post. Até lá!