O Anticristo está entre nós! Cuidado irmãos…

30.07.07 por Wagner Fontoura

Blogosfera

Começam a pipocar aqui e ali ataques da mídia tradicional aos blogs como mídia alternativa… demorou! Entramos agora no Brasil também numa nova fase do processo de caminhada e fortalecimento dos blogs como ferramenta de comunicação de massas – o que já vem acontecendo lá fora.

Primeiro o Estadão entra em campanha (saiba mais aqui) e hoje a Folha veicula entrevista com Andrew Keen, 46, ex-professor das universidades de Massachusetts e Berkeley (EUA), dizendo que a internet é um caos de informações inúteis, fazendo clara alusão sobreturo à blogosfera. Pronto! Foi-se a farinha (pra não dizer outra coisa) jogada toda no ventilador… ato contínuo – o que não é difícil de prever – esperemos as reações de todas as naturezas (as listas da blogosfera já começam a ferver) e a atenção da população estará definitivamente chamada para este debate que já se prenunciara. Substituirão os blogs a mídia tradicional? Estamos finalmente prontos para dominar o mundo e seus moinhos de vento? Hummm… por que será que não me sinto animado (eu que tinha tantos planos pra quando chegasse o momento em que o mundo finalmente reconheceria meu poder e a força da minha palavra escrita!)?

“Há um legado hippie na filosofia libertária da blogosfera, no desprezo à autoridade, à mídia tradicional. Acho que a autoridade do Estado, da mídia, são coisas que devemos prezar, porque têm valores significantes que, se minados, criariam a anarquia. A rejeição da autoridade vista nos blogs não é progressista, é anarquista. ” (Andrew Keen)

O tosco discurso anti-blogger da velha mídia tem se baseado no fato de que a democracia da web2,0 não passa de uma falácia – já que também aqui “grupos poderosos de interesses duvidosos” se formam em torno da tecnologia disponível e tendem a encurralar as massas com conteúdos igualmente duvidosos e / ou vazios de consistência. Da minha parte prefiro mesmo não mais seguir pelo caminho de pregar o tal jornalismo cidadão como meio de transgressão e de burlar o engodo das elites porque minha fase riponga já ficou pra trás faz tempo – mas daí a negar o óbvio também já seria demais: esse troço não deixa de ter lá o seu poder…

Por isso tenho adotado um discurso pró-ético-responsável quando o assunto é o uso dos blogs como instrumento de comunicação de informações gerais e / ou especializadas (e não mais – ou nem sempre – como diário virtual). Quando (e se) falo de mim, da minha vida pessoal, posso fazê-lo da forma que bem entender. Quando me dirijo a outras pessoas para emitir minha opinião sobre o que quer que seja também posso – mas nem tudo me parece conveniente… há que se ter algum juizo, embora graças a Deus e ao Cardoso (o que talvez seja a mesma coisa) “haja controvérsias”

Mas essa brincadeira mal começou. Teremos ainda muito a esse respeito para nos divertir – e quem não souber brincar que não desça para o playground. Muita água ainda há de passar por baixo dessa fonte… e aqui – como em tudo na vida – a velha e boa seleção natural há de fazer o seu trabalho salvando sim aqueles que melhor se adaptarem aos novos tempos. Como de costume, vencerão os que tiverem a maior capacidade de resistir aos trancos, se adaptar ao meio (ou que conseguirem a façanha de adaptar o meio a si) e reproduzirem-se. Façam as suas apostas. Vencerão os blogs essa batalha contra a poderosa e famigerada mídia tradicional? Cá estou a fazer a minha aposta pessoal… ;)

Grande abraço!

Wagner Fontoura

29.07.07 por Wagner Fontoura

Blogosfera

amigos.gifNos primórdios de 2005, quando o advento das Redes Sociais ainda parecia um modismo – ou um hype, para usar aqui um termo mais afeito à blogosfera – o cientista social Fernando Rossetti já preconisava princípios que, segundo sua (ante)visão, norteariam a consolidação desse fenômeno social que hoje vemos transformar a forma como nos relacionamos, através do networking – que não raro começa online e se estende para o campo presencial quotidiano.

Esses já eram, à epoca, os princípios que, segundo o sociólogo, deveriam nortear os circuitos sociais formados pelas redes:

1. Construir confiança

Bernardo Toro afirma que, para construir confiança, é necessário que as pessoas envolvidas numa rede saibam como cada participante reagirá em situações as mais diversas. É preciso conversar sobre as relações, expor as divergências, vivenciar conflitos, de preferência, com facilitadores profissionais. Para participar de uma rede é necessário reservar tempo para as pessoas se conhecerem e construírem confiança. A transparência favorece a construção de confiança.

2. Compartilhar valores

Toda vez que o grupo se encontra presencialmente é preciso reafirmar os valores, re-pactuar os princípios. Por vezes, os pioneiros da rede estabelecem valores que esperam ser eternos. Mas os valores devem ser sempre re-visitados, reeditados, pois a realidade muda constantemente. Redes sociais, em geral, têm uma rotatividade elevada de membros. Em cada reunião presencial há várias pessoas novas.

3. Dar e receber

“O que eu ganho com isso?” Essa pergunta, que caracteriza mais o mundo dos negócios privados, também orienta o sucesso de uma rede social. As pessoas e organizações participam de redes que trazem benefícios individuais. Mas a missão da rede também tem que estar inscrita nos objetivos de cada pessoa e organização membro, se não, as demandas do dia-a-dia se sobrepõem às necessidades da rede.

4. Criar produtos e eventos

Na maioria dos casos, a simples troca de informações, por blog, e-mail ou e-group, não é suficiente para armar uma rede social. As tecnologias de informação e comunicação são meio, não fim. Há exceções – por exemplo, o processo de produção do sistema operacional Linux, em que o fim (um software de informação e comunicação) se confunde com o meio (uma plataforma de relacionamento). Outro campo em que a relação virtual por si só produz resultados é a academia, a universidade, cujo trabalho é a produção e disseminação de conhecimento. Mas redes sociais envolvem prática. A transformação social implica ação, além de reflexão. As redes sociais armam de fato quando se instaura um processo de produção coletiva, em que todos se reconhecem como autores em produtos e eventos.

5. Investir em lideranças

Segundo Albert-László Barabási, redes não são uniformes. Há sempre elos e conjuntos de elos muito mais conectados do que outros. Esses nós e grupos de afinidade têm um poder de multiplicação de idéias e práticas muito maior do que unidades com poucas conexões. Além disso, alguns elos da rede reúnem competências, habilidades e conhecimentos que não estão presentes nos outros. Redes sociais com um centro muito carregado, responsável pelo conjunto das atividades, tendem a ter menos sustentabilidade do que outras em que as funções estão distribuídas de acordo com as competências e lideranças de suas partes. É necessário identificar e fortalecer esses nós e promover grupos de afinidade. Em geral, é preciso também ter pessoas que assumam o papel de “gestores da redes”.

6. Sistematizar conhecimentos

A memória de uma rede tem que ser planejada. O tempo e a rotatividade de pessoas em uma rede são sempre uma ameaça de “amnésia sistêmica”. Novos membros numa rede tendem a diluir os princípios e valores, se não houver mecanismos de transmissão dos conhecimentos acumulados. Sem isso, há também o risco da rede ter que se reinventar periodicamente. Assim, toda rede precisa sistematizar suas aprendizagens, o que implica não só produzir materiais escritos, como manter processos estruturados de oferta desses conhecimentos.

7. Aprender fazendo

Por mais que existam princípios comuns, cada rede é uma rede, as relações e os objetivos são únicos, é sempre uma nova aprendizagem. Nenhuma rede está nunca completa, pois vive sempre em mutação. Redes são orgânicas, alcançam tanto sucesso no mundo porque se adaptam às mudanças do ambiente, além de reunir num coletivo diversas competências, habilidades e conhecimentos. Cada rede tem uma cultura, seus princípios e valores. Para construir esse tipo de identidade é necessário se arriscar a aprender fazendo.

Hoje em dia estamos fartos de saber que o “redismo” – ou a moda das redes – transformou-se numa febre mundial, com ícones e representantes de enorme peso no campo dos negócios e já não é mais possível sequer prever com precisão aonde ainda iremos ser conduzidos por esse fenômeno.

No Brasil, apesar de termos poucos representantes no grupo das grandes comunidades sociais – mesmo depois do sucesso do orkut em nossas paragens brazucas – temos muito o que percorrer nesse caminho interativo e participativo que a Web 2.0 nos abriu e que a web semântica tende a consolidar.

O que teriam a dizer os leitores deste blog – na sua maioria geradores de conteúdo próprio e formadores de opinião que são – a respeito dos novos princípios e valores que devem nortear nossas atividades na era das redes de relacionamento social, profissional e de negócios?

Deixo aberto o tema aos leitores em geral, mas convido alguns amigos em especial a usarem este mesmo espaço aqui no Boombust (ou os seus próprios veículos de comunicação) para manifestarem seus pontos de vista a respeito da evolução das redes sociais no Brasil e no mundo:

São eles o Manoel Lemos (BlogBlogs), o Jobson Lemos (Secundum – na semana em que retoma suas atividades), o Diego Monteiro (Via6), a Márcia (Webly), o Octavio Pitaluga (TEN-Top Executives Net), o Guilherme Nascimento (Papo de Homem) e o Marco Gomes (Boo-Box).

Grande abraço!

Wagner Fontoura

28.07.07 por Helton Kuhnen

Tecnologia

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A Altec Lansing anuncia seu novo conjunto de caixas de som com subwoofer FX6021 com um design moderno e peculiar. As caixas de som – num total de 6 – no FX6021 possuem um desenho com altura maior do que normalmente vemos em outros aparelhos, permitindo o uso da tecnologia InConcert; essa tecnologia permite que o som se propague pra frente e para as laterais, diferente dos atuais que propagaram pra cima e para baixo.

O FX6021 tem ainda entradas para conectar fontes externas e reproduzi-las, conector para fones de ouvido e controle remoto para controle de volume, controle de graves e agudos. Custará 250 Euros.

[Site do Produto]

27.07.07 por Wagner Fontoura

Blogosfera

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Fábio Seixas, Nick Ellis, Cardoso & Cia Ltda anunciam que no início de agosto o Rio de Janeiro também terá seu encontro de blogueiros. O Beto Largman do Feira Moderna é o organizador. O evento acontecerá no Armazém Digital do Shopping Rio Design/Leblon, no dia 6 e já tem confirmadas várias presenças. Boa! ;)

Leia mais sobre o encontro aqui ou clique na imagem.

26.07.07 por Wagner Fontoura

Blogosfera

Que atire o primeiro mouse quem discordar: a fase é das melhores na blogosfera! Semaninha das boas essa… começou com a confirmação do BlogCamp, evento cuja (des)organização contraria todas as leis da gravidade e consolida o sucesso e a eficácia do modo blogger de ser. É a anarquia mais organizada e eficiente que já vi em toda minha vida (que nem é mais) corporativa. Se eu soubesse que funcionava teria feito muita coisa diferente nos meus idos tempos de executivo, que “a doce vida blogger” tem se incumbido de me fazer nem saudades sentir (juro). Dá gosto ver a forma como tudo vai se encaixando – das encomendas de camisas, às ofertas de hospedagem, passando pelas orientações quanto ao trânsito, definições de filmagens do evento, elaboração de crachás, etc… tudo via discussões democráticas e bem-humoradas na lista do BlogCampBR da Google. Minhas expectativas quanto ao evento beiram a ansiedade! Temas importantes – condizentes com o bom momento pelo qual passamos – serão discutidos por lá. Em resumo: imperdível. Vale qualquer sacrifício para poder estar presente. Tá esperando o que para inscrever-se?

Egos inflados (e blogueiro tem alguma coisa maior que ego?) pelo sucesso da campanha promovida pela Via6 que culminou com o nocaute dos seus próprios servidores, a blogueirada tá se achando – rs. Campanhas utilizando-se de reviews já não são novidade no meio. Para aqueles que não gostam e torcem o nariz para essa forma de monetização dos trabalhos via blog, estejam preparados – isso já é velho e outros recursos já estão sendo descobertos pelo mercado. Vejam, por exemplo (ótimo exemplo, por sinal) o que tem feito a própria Microsoft no Brasil para veiculação de informações e divulgação absolutamente criativa de alguns dos seus produtos via Ócio 2007 – nada menos do que um excelente modelo de blog corporativo, totalmente fora dos padrões para essa categoria de blogs, editado por jornalistas, blogueiros e desenvolvedores . Alguma dúvida quanto à onde isso vai parar? Só não digam que eu não avisei…

Aliás o momento me parece oportuno para (dica) relembrar aqueles que já conhecem e apresentar aos que ainda não tiveram este prazer, de que a Google já possui (desde 2005) uma ferramenta específica de buscas em blogs. Trata-se do Google Pesquisa de Blogs. Nada será mais útil daqui pra frente! ;)

Grande abraço!

Wagner Fontoura

26.07.07 por Helton Kuhnen

Tecnologia

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Samsung desenvolve um monitor de LCD com 30 polegadas utilizando a próxima-geração de interface de vídeo DisplayPort. Esta nova interface transmite dados e gráficos a 10.8Gbps, sendo possível alcançar resolução de até 2560×1600 pixels.

O novo LCD tem constraste de 1000:1, tempo de resposta de 6ms, brilho de 300 cd/m2 e ângulo de visão de 180 graus. Segundo a fabricante, os monitores estão disponíveis no final de 2008.
[Fonte]

25.07.07 por Wagner Fontoura

Blogosfera

Tenho 39 anos, 21 dos quais empregados a serviço de empresas dos mais diversos portes, sobretudo nas suas gestões estratégicas – do planejamento à execução das suas táticas operacionais. Sou pai de 2 jovens já deixando a adolescência, co-gestor de uma família formada por 4 pessoas e alguns “agregados”. Nesse período joguei pra dentro da “mochila” conteúdo (mesmo que parcial) de 5 escolas de ensino superior e 2 de especialização nas áreas de administração de empresas, economia administração de negócios e logística. Empreendi em alguns negócios próprios (6 pra ser exato), experimentando de todas as dificuldades impostas pelo “Custo Brasil” e pelo custo da total falta de foco da minha formação acadêmica e familiar no empreendedorismo. Aprendi bastante coisa à base de bater muito com a cara na parede. Empreendo há exatos 2 anos e meio um projeto que me levou a criar este blog – o Boombust – para construir alguns cenários necessários à implementação plena deste projeto e hoje, depois de ter passado por tudo isso, virei blogueiro num momento em que até os paralelepípedos das calçadas lá fora já percebem que os blogs, a cada dia que passa, surgem como uma importante ferramenta de comunicação social. Tudo isso posto, e não obstante, ainda me sinto – não raro – inseguro e despreparado para discorrer aqui sobre temas os mais diversos, seja por falta de domínio ou excesso de zêlo com a (nem tão) pequena (assim) mas seleta comunidade de leitores que me prestigia diariamente com sua atenção e com o debate por intermédio dos seus comentários nas postagens aqui veiculadas ou levados aos seus próprios blogs.

E aí vem o Ricardo Cabianca, blogueiro e profissional da área de comunicação, propondo que discutamos as nossas responsabilidades de blogueiros em relação às informações que veiculamos em nossos blogs…

Transformado o tema num meme (ou viral), blogueiros muito mais tarimbados do que eu – alguns deles jornalistas, profissionais das áreas de educação, de comunicação, financeira, de informtática / tecnologia, de direito e outras têm se posicionado de forma até aqui unânime quanto ao novo e evidente poder de influenciar do qual se revestiram blogs de grande audiência. E também quanto à responsabilidade que se associa ao blogueiro que não raro serve ao seu público como única ou principal mídia de informação.

Dizer que a liberdade de expressão nos torna ainda mais responsáveis pelos resultados do que publicamos nessas ferramentinhas poderosas em que se transformaram nossos blogs é cair na vala cumum. Mas é fato.

Imagino (e percebo nitidamente) o próprio mercado agindo com sua mão forte, separando o trigo do joio – aquilo que o serve daquilo que lhe diz absolutamente nada.

Mas nada muda o fato de que, seja qual for o público alvo das diversas categorias de blogs, é óbvio que mais cedo ou mais tarde colheremos os resultados daquilo que pregamos – seja pelo conteúdo ou pela forma como o veiculamos. Há que se ter bom senso e fazer as apostas certas. Não é porque o grande público se comporta com base no conceito de “manada” que se deixará iludir e ludibriar por conteúdos nocivos à sua integridade. E sempre que isso acontecer, haveremos de pagar o preço – como, de resto, em tudo nas nossas vidas.

Podemos até dizer (ou postar sobre) o que quisermos, sabendo, não obstante, que certamente “pagaremos o preço”. Porque é igualmente certo que a sociedade organizada nos apresentará a conta sempre que ela também se vir forçada por nós a pagar o preço de seguir os caminhos que indicarmos em nossas postagens. Como, ainda, e tambem, os nossos públicos e o mercado não são ingênuos e saberão nos premiar (ou nos punir) por seleção natural. É como eu tenho dito – nem há lugar nesse mundo para todos os melhores; o que nos leva a crer que apenas os mais fortes sobreviverão. Isso é mais velho que andar pra frente. Os mais fortes, inclusive, no que diz respeito a comportamento ético e responsabilidade social. Não. Esse papo de ética e responsabilidade social já não é mais papo de “verdes” e “bichos-grilo”. Alguém aí ainda duvida disso?

Gostaria muito de ver, mantendo o espírito do viral, alguns dos muitos blogueiros que admiro mas com os quais ainda não tive a oportunidade do convívio mais próximo – como o que já tenho com muitos outros. Por isto, mesmo correndo o risco deles nem ficarem sabendo do meu convite, lanço a bola para Noronha , Alexandre Fugita e Dori Prata. Ah, e pra amigas blogueiras e experts em responsabilidade social Samantha Shiraishi e Elivete.

Grande abraço!

Wagner Fontoura