
1ªSérie “Vida Inteligente na Blogosfera”
Artigo V, por José Luiz Quintella
“Devo confessar que não era muito ligado a blogs, mas, devido à influência do Wagner, tenho acessado bastante e gostado. Então surgiram muitas dúvidas sobre o modelo de negócio e, conversando com o Wagner, fui convidado a fazer este Post.Primeiramente, acho que cada blogueiro deve estipular um faturamento (meta) que atenda suas necessidades. Alguns podem acreditar que adsense é um bom caminho, outros procuram algo mais. O importante é definir qual caminho seguir para alcançar o resultado planejado (blog focado em conteúdo, assuntos, geral, etc).
Pesquisando na internet, encontrei inúmeros blogs e sites com dicas de como se posicionar de uma forma “lucrativa” utilizando o adsense. (Na minha opinião, quem lucra com esse formato é o Google. O blogueiro faz todo o trabalho e fica com a menor parte. Sugiro acompanhar de perto a alternativa do Sec.un.dum). Outro ponto a ser considerado é ter uma única forma de remuneração do seu negócio e, ainda pior, ter pouco ou nenhum controle sobre seu faturamento.
Percebi que existem poucos (na verdade não encontrei nenhum) Blogs brasileiros bilíngües. Acho que para quem quer vender anúncio é uma opção para aumentar a abrangência de visitantes. Pensem, se o adsense acabar como irei dar continuidade ao meu negócio – Blog?
Queria chegar nesse ponto. Vi pessoas que trabalham 12 horas por dia no Blog, mas não senti (posso estar enganado) que elas percebam o blog como um negócio, apesar de dizerem viver exclusivamente dele.
Minha sugestão é criar um conceito, um modelo de negócio a ser explorado via Blog, ou que o Blog faça parte dele. O adsense deve ser parte do faturamento, uma forma auxiliar e não o principal foco do Blog. (digo isso para quem quer melhores resultados).
Acredito também que não é qualquer pessoa que conseguirá dinheiro fácil com o Blog, acho até que isso está mais do que comprovado. O blogueiro precisa saber escrever bem, atrair interesse, ser cativante, ter informações privilegiadas e rede de relacionamento ou ser uma pessoa de reconhecimento regional ou nacional.
Grandes empresas (Microsoft deu o start no Brasil) estão procurando os blogueiros, o que elas querem? Acredito que conhecimento, expertise, pois elas possuem blogs corporativos, de produtos e serviços, e não precisam do adsense, mas sim de audiência. Reparem as agências de publicidade: várias têm blogs e já estão inserindo blogs nas campanhas de clientes.
Uma coisa é certa, blogs vieram para ficar. Talvez um problema seja muitos blogueiros estarem dedicando boa parte de seu tempo ao adsense. É um caminho, mas sugiro uma mudança de foco, elaborando um planejamento e definindo um modelo de negócio ou conceito que tenha condições de gerar um resultado mais expressivo. Alguns bons exemplos são Via6, Digg, Wikipedia, YouTube e outros que estão por vir, como Sec.un.dum, Meebo, Twitter, Search Wikia, dentre outros…”
José Luiz Quintella é administrador de empresas, MBA em Gestão do Conhecimento e sócio diretor da iPixel, empresa que desenvolve soluções de TI. Participou da elaboração do ERP para agências de publicidade iClips. Atualmente envolvido no projeto de lançamento da 2º versão do ERP utilizando conceitos de WEB 2.0.
| José Luiz Quintella
Av. Rio Branco 2406 / 1002 – Centro Juiz de Fora – MG – CEP: 3016-310 |

Atendendo a pedidos e, ao mesmo tempo, seguindo sua vocação natural, o Sec.un.dum acaba de lançar sua mais nova ferramenta: o Fórum Sec.un.dum. É claro que é ainda muito cedo para avaliar o serviço, mas só há um modo de saber: participando! É mais um espaço dedicado aos bloggers e aos seus públicos-alvo.
Lançado o prometido e esperado serviço de divulgação e pesquisa de vagas de emprego, busca de parcerias, fornecedores e serviços por indicação do Via6 – o Indica6.Com a proposta de “facilitar e agilizar a divulgação e o cadastro a boas oportunidades, com a grande vantagem de não só ser possível se candidatar a vaga como também indicar alguém a ela”, o site nasceu simples, intuitivo, amigável e parece cumprir com objetividade o papel a que se propõe.
Como uma grande parte do público que compõe essa rede social de relacionamentos é formada por pessoas ligadas à área de RH, associado ao fato de que outra grande parte dos associados busca projeção com vistas a novas oportunidades de emprego, o serviço tem tudo para emplacar e se transformar até na principal ferramenta do Via6, aumentando ainda muito mais a comunidade daquele que já é, por méritos inegáveis, o principal site de relacionamentos brasileiro – que aparentemente começa a fazer jus ao investimento recebido recentemente pela Confrapar.
Outro ponte forte do serviço: é gratuito (pelo menos por enquanto)! Vale a pena conferir…
1ªSérie “Vida Inteligente na Blogosfera”
Artigo III, por Conrado Navarro*
“Fiquei muito honrado em receber o convite do Wagner para escrever e colaborar com o projeto Boombust. Confesso que o tema foi desafiador e espero que o resultado seja convincente e proveitoso aos leitores. Obrigado Wagner. Obrigado leitores, colaboradores e amigos do Dinheirama.”
“Empresas são como um organismo vivo”. Essa tem sido a frase do momento, proferida em palestras de norte a sul do país, que visam preparar melhores gestores para lidar com os modernos problemas corporativos: lidar com pessoas, seus altos e baixos e seus potenciais resultados são alguns deles.
Se a empresa é composta por uma rede de colaboradores, é considerada um organismo vivo e tem seus altos e baixos, então uma pessoa também é uma empresa. Loucura? Será que planejar sua vida, especialmente no aspecto financeiro, é diferente de planejar o crescimento e estrutura de uma empresa? Será que podemos criar um paralelo e perceber que esse estudo é plausível e interessante? Enfim, este foi o desafio que o Wagner me propôs.
O objetivo do artigo é tratar da sua saúde financeira e compará-la à administração de uma empresa.
Como uma empresa consegue dinheiro? Será que ela também paga juros? Pretendo esclarecer estas dúvidas e alertá-lo para o bom hábito de se ver como uma empresa. Mas antes disso, precisamos entender como deve ser representada a estrutura de capital de uma empresa:
Figura 1 – Estrutura resumida de uma empresa
O fluxo da imagem, e da prática, é bem simples. A empresa capta dinheiro através do Passivo com a finalidade de investir no Ativo. Como você faz para comprar um carro, um apartamento ou um produto qualquer? Você não precisa conseguir o dinheiro primeiro para então comprar o que deseja ou necessita? Na empresa é a mesma coisa. Ou você tem o dinheiro, ou não tem. E ai?
Pegar algo “emprestado” e devolver no curto prazo. Você faz isso?
O passivo circulante representa os insumos e matéria-prima que a empresa obteve de fornecedores e que precisa pagar dentro de um período curto de tempo. Ou seja, é um crédito cedido por eles, de poucos dias ou meses, que a empresa aproveita para usar o material adquirido para criar produtos ou estoque (ativo circulante) e posteriormente vendê-los, gerando caixa. Caixa este que irá servir para quitar o crédito e permitir que o fornecedor continue operando dessa forma. De uma forma simples, é manter o nome limpo para poder usar pequenos créditos na forma de produtos. Alguma semelhança com sua vida?
Tudo muito bem, tudo muito bom, mas existe dinheiro de graça? Note que se o fornecedor cedeu o crédito em forma de peças ou insumos, sem receber na hora do empréstimo, ele irá querer cobrar algo a mais por isso, um juro. Como exemplo, digamos que ele seja de 10%, para que possa lhe oferecer esta vantagem. Este juro é chamado de custo de capital. Quando você pega algo sem pagar na hora, não é justo que lhe cobrem algo a mais por isso?
Financiar seus sonhos. Você faz isso?
O exigível a longo prazo representa os financiamentos que a empresa contrata e que têm seu prazo maior que 12 meses. Ela recebe na hora o dinheiro que precisa para investir em seus ativos e então assume o compromisso de devolver, com algum juro, o montante emprestado, pagando em prestações que julga interessantes. De novo, há juro envolvido, o tal custo de capital. Para financiamentos de longo prazo, este valor é mais alto. Digamos que ele seja de 15%. Neste caso, dizemos que a empresa trabalha endividada ou alavancada. Mas será que isso pode ser interessante e inteligente? Claro que sim. Vamos entender porque em mais alguns parágrafos.
Você deve ter algum bem financiado em mais de 12 parcelas. Se não tem, parabéns. Ora, se a instituição permitiu que você recebesse o produto ou dinheiro na hora, aceitando seu compromisso em honrá-lo durante 2 ou 3 anos, não é justo que ela cobre os 15% ou mais por isso? Você está agora vivendo alvancado. De novo, será que isso é inteligente?
Guardar uma grana pra você se divertir, sentir-se recompensado. Você faz isso?
Até agora vimos as áreas que representam o capital de terceiros na empresa. O patrimônio líquido de uma empresa representa o capital próprio, lucros e montante separado para a remuneração dos acionistas. Aqui, também existe o custo de capital e ele é normalmente o mais alto nesta estrutura. Empresários e acionistas normalmente exigem um retorno alto de seus negócios. Usemos 20% neste exemplo. Você não quer que sobre um dinheiro para investir naquilo que lhe parece interessante, fora dos seus objetivos principais e necessários? Os donos das empresas também.
A esta altura você deve ter concluído que uma empresa precisa de dinheiro de outras instituições, precisa remunerar seus acionistas e ainda assim ser sustentável e capaz de crescer. Parabéns pela conclusão. Mas como isso é possível? Ora, vimos que cada componente do passivo tem seu custo de capital. Usando uma média simples neste exemplo, podemos ver que o custo de capital ou taxa média de atratividade é de 15%. Este é apenas um exemplo. O cálculo real desta taxa dá-se através da média ponderada.
Entendeu né? E agora?
No nosso exemplo, para que a empresa possa ter dinheiro, insumos, remunerar seus acionistas, ela precisa pagar 15% de custo de capital. Como fazê-la crescer? Ora, ela deve focar sua estratégia, esforços e recursos em projetos/produtos que garantam no mínimo 15% de retorno, não é óbvio? 15% é a taxa mínima de atratividade para os projetos da empresa. Criar estratégias que rendam menos que isso é um tiro no pé.
E você, onde entra nessa? Qual o seu custo de capital, taxa mínima de atratividade para que possa investir em mais alguma coisa? Você tem garantido retornos maiores que os juros que normalmente paga? Se não, está fazendo um mal negócio com sua vida financeira e como uma empresa, corre o risco de quebrar.
O raciocínio é simples, concorda? Se você fosse o diretor da empresa usada em nosso exemplo, jamais permitiria que um projeto com retorno de 12% fosse aprovado, certo? Por que vai se permitir comprar algo que comprometa sua rentabilidade-alvo pessoal? As prestações cabem no seu orçamento e ainda assim você se encontra sem dinheiro, ano após ano? Por que será?
É inevitável o uso de um exemplo real. Sempre ouço a história do tal carro que é necessário para trabalhar e que, portanto, seu financiamento é justificável. Primeiro faça as contas e use o ponto de vista demonstrado neste artigo. Se você precisa do carro pra trabalhar e já se decidiu, isso significa que seu retorno será maior que seu custo de capital (juros do financiamento + depreciação). É isso mesmo que acontece na prática? Pois é, não confunda necessidade com comodidade.
Será que cumpri o prometido com o artigo? Fica a mensagem final. Coloque na ponta do lápis, na calculadora e veja quanto você precisa pagar a mais para ter qualquer coisa de forma imediata. Se você tiver condições de trabalhar este benefício imediato e suas finanças de forma a conseguir atingir e ultrapassar seu custo de capital, você tem nas mãos um bom negócio. Fora isso, repense! Educação financeira não é só orçamento, controle de gastos e investimentos. É inteligência para, acima de tudo, interligar todos estes conceitos!
(*) Conrado Navarro é consultor de finanças pessoais e de investimentos. Com formação técnica e MBA Executivo pela UNIFEI, ministra palestras, mini-cursos e workshops para empresas, comunidades e estudantes em toda região Sudeste. Sócio-fundador do blog Dinheirama, mantém artigos, opiniões e muito de seu trabalho disponíveis na internet. Empreendedor serial, atua também na área de gestão de empresas de tecnologia e serviço, além de cursos virtuais e consultoria online.
Revista Info Exame de maio:Foram citados a Via6 (comunidade profissional) e o Rec6 (notícias colaborativas) na matéria dos “67 serviços imperdíveis da Web 2.0″ (matéria de capa).
O Via6 foi comparado ao Linkedin (maior site do mundo de relacionamento profissional) e o Rec6 foi um dos destaques na categoria “você é o editor” sendo nomeado o “Digg brasileiro”.
EU JÁ SABIA!
Parabéns a todo os que fazem o Via6 / Rec6 – os empreendedores do negócio, investidores, desenvolvedores, comunidades e editores de todas as tribos! Ah, eu quase me esqueço dos críticos também, cujas sugestões sempre acabam colocando “aquele toque” que faltava.Não é difícil prever o sucesso do Via6 / Rec6; os serviços são ótimos, as comunidades são ótimas, há editores ótimos, os desenvolvedores e os gestores estão sempre colados e antenados nos toques dos usuários – e olha que tem uma turma que é cri-cri e acha que o serviço foi feito somente pra si – rs.
Na minha humilde opinião, o Rec6 não é o Digg brasileiro – ele é melhor que o Digg. E muitas vezes melhor que os seus pares brasileiros!
E o legal é que eles estão apenas no início da sua jornada, são humildes, têm um monte de coisas ainda por fazerem para melhorar ainda mais os serviços (e eles sabem disso), criar novas funcionalidades, atenderem a novas e permanentes demandas que surgem todos os dias, enfim, isso é só o começo – estou certo. Muito legal acompanhar de perto a história de sucesso desse empreendimento.
É o meu novo hobby
Recebi agora há pouco do amigo e parceiro Conrado Navarro (Dinheirama) a informação dos resultados da pesquisa publicada ontem, dia 21, pela FIRJAN , que revelam o que todos nós já sabemos: que “universidades falham na formação de empreendedores”.A pesquisa realizada com universitários, todos de último ano, afirmou que a universidade tem
* formação insatisfatória nessa área (65,6%)
* raramente ou nunca oferece disciplinas sobre negócio próprio em sala de aula (50,3%)
* que os professores não os estimulam nesse sentido (57,8%)
* que quase não há análise de casos de empresas em sala de aula (54,4%).
Ao mesmo tempo, 43,1% dos entrevistados acreditam que a oferta de empregos com carteira assinada vem diminuindo, 83,3% afirmam que a concorrência no mercado de trabalho está muito acirrada e 88,4% reconhecem que é necessário investir muito em qualificação para entrar no mercado.
Os jovens demonstraram esperar que a formação de empreendedor se dê nas universidades.
Para 58,9%, o mais importante na hora de empreender é o conhecimento adquirido em sala de aula. E 65,6% consideram a formação que recebem nessa área insuficiente.
O presidente em exercício da FIRJAN, Carlos Mariani Bittencourt, afirmou que
“a pesquisa mostra que há um paredão para os jovens quando chegam ao final da universidade”, e que é papel da sociedade oferecer uma “bóia de salvação, como o caminho do empreendedorismo”.
O desejo por qualificação para empreender se refletiu no Seminário e Feira de Empreendedorismo, promovido nesta segunda pela FIRJAN, que recebeu mais de 1.700 universitários de todas as áreas. “Essa presença nos incentiva a levar o assunto ao Fórum de Reitores e implantar programas nessa direção nas universidades que não os têm, ajudando a melhorar as que já têm”, afirmou o diretor-geral do Sistema FIRJAN, Augusto Franco.
A pesquisa entrevistou 1.795 universitários – 36,2% matriculados em universidades públicas e 63,8% em particulares. Foram 59,1% de alunos dos cursos de ciências sociais e humanas, 23,3% de exatas e 17,6% de biomédicas. A pesquisa abrangeu 80 universidades de 26 municípios, e foi realizada entre 15 de março e 27 de abril.
A primeira parte da pesquisa é sobre a percepção das mudanças no mercado de trabalho, fato ao qual os jovens mostraram estar atentos. A segunda é sobre o objetivo de cada um e revela que, apesar da plena consciência das mudanças do mercado, a maioria (63,5%) ainda sonha com um emprego público como primeira opção. Como segunda opção, trabalhar na iniciativa privada é a alternativa mais citada (43,3%). Na terceira opção, abrir um negócio próprio (32,1%).
A partir daí, a pesquisa se concentra nas perguntas sobre empreendedorismo, que foram feitas a todos os entrevistados, independentemente das respostas anteriores.
Quando questionados sobre os fatores mais importantes para se abrir um negócio, a maioria (50,6%) respondeu ter capital próprio. Para 28%, o mais importante é conhecer bem o campo de atuação. E somente para 7,1% o fundamental é ter uma idéia ou produto inovador.
Na parte de planejamento, financiamento e tributação, o conhecimento dos jovens é escasso.
* 80% não têm idéia dos procedimentos burocráticos necessários.
* 75% não sabem como criar um plano de negócios.
* 73,6% têm pouca ou nenhuma informação sobre como conseguir crédito.
Com relação à oferta de disciplinas sobre responsabilidades legais das empresas, 46,8% não têm ou desconhecem. No caso de disciplinas sobre fontes de financiamento, o número dos que não têm passa para 66,4%.
Mecanismos importantes de incentivo adotados por algumas universidades são desconhecidos pelos entrevistados. Pelo menos 57% não sabem da existência de empresas juniores, e 75% não estão informados sobre as incubadoras de empresas.
As universidades falham em oferecer outras formas de contato com o setor produtivo, como as visitas a empresas (58,4% dos alunos não fazem ou desconhecem) e palestras com empresários (44% não têm ou desconhecem).
Se todos esses dados não nos disserem nada a respeito do que espera por nossos filhos (e por muito e muito de nós mesmos) daqui a pouco, então precisamos aguçar “um pouco mais” nossa percepção de riscos (e de oportunidades).
1ªSérie “Vida Inteligente na Blogosfera”
Artigo II, por Thiago Brisson*
“Quem já ouviu falar de intra-empreendedorismo, Intrapreneuring ou empreendedorismo corporativo? Alguém sabe diferenciá-los? Será que são apenas novos e complicados nomes que surgiram apenas para “agregar valor” aos serviços das consultorias espalhadas pelo mundo afora, ou realmente trazem resultados para as organizações?
Na verdade esses termos tentam explicar, ou criar uma teoria para aquilo que todos nós já estamos cansados de saber na prática: Empreendedores são indispensáveis em qualquer organização do mundo e, quanto mais deles uma empresa tiver, melhor.
O que os três termos citados acima (que significam rigorosamente a mesma coisa) querem demonstrar é que empreendedor não é somente aquela pessoa que idealiza e põe o projeto em prática, e sim pessoas que tem atitudes de “donos do negócio”.
Se formos parar para analisar os modelos de gestão adotados pelas empresas que estão crescendo no mercado, certamente iremos identificar incentivos e recompensas a atitudes empreendedoras de seus colaboradores.
Essa tendência chamada intra-empreendedorismo é um excelente caso do que podemos chamar de “relação ganha-ganha” entre líderes e liderados, chefes e colaboradores ou como queiram chamar.
Muitos acreditam que esse empreendedorismo como competência interna apenas beneficia os “chefes”, mas há diversos indicadores de colaboradores que após a implantação do novo modelo de gestão se sentiram mais motivados, passaram a ter melhor rendimento e passaram a confiar mais na própria empresa em que trabalham. Em contrapartida, seria hipocrisia dizer que esse modelo não traz vantagens aos donos do negócio, porque traz e muito. Imaginem como é muito mais fácil ser líder sabendo que seus colaboradores tem atitudes pró-ativas e que irão tomar as devidas providências, não porque recebem para isso, mas sim porque realmente se sentem bem, e são reconhecidos realizando essas atividades.
Ok, até então estamos falando de aspectos psicológicos, motivacionais, espirituais, mas que tal sairmos desse pequeno conto de fadas e falarmos do mundo real e capitalista que vivemos? Nós todos sabemos que esses fatores citados anteriormente são importantes, mas não justifica implantá-lo se não houver retorno financeiro. A boa notícia é que o intra-empreendedorismo adotado de maneira correta é altamente rentável. Acompanhem o raciocino:
Intra-empreendedorismo gera colaboradores que “vestem a camisa” e fazem de tudo para que o desempenho de suas atividades seja ótimo, que por sua vez cria um clima de motivação dentro da empresa; o líder tem mais tempo para planejar e não precisa perder tempo com desconfiança de seus colaboradores, logo a chance de errar o que foi planejado cai significativamente, e somando todos essas parcelas o que temos como resultado? Metas alcançadas que geram lucro para empresa, e conseqüentemente para o(s) dono(s) da empresa, que geram estabilidade para todos os atores desse jogo.
É importante ressaltar que a implantação do intra-empreendedorismo é uma mudança cultural da empresa e exige comprometimento e persistência, ou seja, com os ingredientes citados, com um tempero especial misturando bom-senso, persistência e boa vontade, e com um certo tempo de espera no “forno”, teremos um prato que todos, sem exceção, irão desfrutar! Não sabe o que fazer para melhorar seu ambiente de trabalho? Empreenda!!!”
Leia mais sobre o tema aqui:
Intraempreendedorismo, que bicho é esse?
A (R)evolução (Intra)empreendedora

(*) Thiago Brisson Senra
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