A BBC, de Londres, está distribuindo o seguinte texto, sobre matéria publicada no jornal italiano “La Repubblica“:
“’Revolução prudente’ de Lula cria Brasil-potência”
Uma “revolução prudente” liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo nascer uma “potência econômica” do Brasil, afirma matéria publicada nesta segunda-feira no jornal italiano La Repubblica.
“Aquele líder barbudo que por muitos anos foi o espantalho do grande capital acabou se tornando o presidente do Brasil que agrada o mundo das finanças e da indústria”, diz o texto.
“As empresas crescem, o mercado interno se desenvolve e também os capitalistas.”
Em tom positivo, o artigo nota que “o Brasil mantém sua posição de guia do continente, maior exportador regional, e economia mais industrializada capaz de produzir fenômenos empreendedores notáveis“.
“Famílias novas e tradicionais consolidam seus poder e se expandem para o exterior”, diz o Repubblica, citando empresários como Roger Agnelli, que encabeça a Companhia Vale do Rio Doce, os banqueiros Joseph e Moise Safra, o governador do MS e plantador de soja, Blairo Maggi, e os irmãos Constantino, da Gol.
No entanto, a matéria ressalva que “a transição para uma economia capitalista moderna permanece incompleta”, porque ainda falta resolver “o problema da forte desigualdade”.
“O país mantém as contradições de sempre, com um desenvolvimento econômico que não reduz as desigualdades e a incapacidade, nos últimos vinte anos, de criar um novo modelo de industrialização.”
Créditos: Tales Faria
Blog dos Blogs
Quantos de nós pode dizer que recebeu educação financeira em casa (na família) ou mesmo na escola? Quase ninguém, certo? Eu mesmo, por exemplo, nunca aprendi dos meus pais ou professores como lidar com dinheiro. E já entrei em muitas (e enormes) enrascadas devido a essa herança cruel de não ter desenvolvido inteligência financeira desde o berço ou na mais tenra idade.Tenho absoluta certeza de que esse fato faz a diferença entre ricos e pobres, entre países desenvolvidos e países atrasados no seu desenvolvimento; entre o sucesso e o fracasso de muitos de nós, em algum momento das nossas vidas.
Através do Rec6 travei contato com o Conrado Navarro – um jovem executivo e blogger do Sul de Minas Gerais, cujas postagens no portal de postagens do Via6 me chamaram muita atenção, pois tratavam exatamente desse assunto. Com muita propriedade o Conrado dá dicas muito inteligentes e simples de educação e disciplina financeira. Todas essas dicas e mais algumas a gente pode conferir no seu blog, o
Dinheirama

http://dinheirama.com/blog/.
Esse post é especificamente para recomendá-lo a todos. Vale a pena! É ver para crer…
Créditos:
TONI SCIARRETTA
da Folha de S.Paulo
“Uma idéia milionária na cabeça, mas nenhum capital para bancar o negócio. É aí que entra o “anjo”, investidor que busca empreendimentos com potencial de gerar fortunas e transformar talento em dinheiro. No Brasil, os investidores-anjo voltam a se articular em busca de projetos seis anos após o estouro da bolha da internet.Trinta investidores finalizam a criação da São Paulo Anjos, uma associação que busca juntar as pontas entre empreendedores e captadores de recursos. Geraldo Carbone, ex-presidente do BankBoston, abriu uma empresa de participações que analisa cinco projetos de empresas nascentes. No Rio de Janeiro, a Gávea Angels, associação pioneira no segmento, analisa dois novos projetos e mantém aplicação em outros três.
“[Desde a bolha] a perspectiva do Brasil mudou, com entrada de estrangeiros e aumento da renda. Empreendedorismo é como avião decolando, precisa de horizonte. E, com os juros baixando [o investidor], tem de procurar alternativas mais rentáveis”, disse Carlos Lino, sócio de Carbone na GC Partners.
O Sebrae estima que o país tenha entre 50 mil e 100 mil pequenas empresas inovadoras à espera de “anjo”, que procura projetos que resolvam problemas antigos, mas com um “algo a mais” inovador. Ele fica de três a seis anos na empresa adotada e embolsa o lucro quando vende a participação.
No Brasil, o investimento inicial fica entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão –capital nascente, ao qual mais tarde se somam aportes dos fundos de “venture capital” (capital de risco) e de “private equity” (participação em empresas) dependendo da necessidade de financiamento.
Além do capital, o “anjo” entra com trabalho e costuma participar da gestão. Identificar novos projetos é um dos processos mais longos e penosos, que envolve análise técnica e uma dose de instinto.
A Gávea Angels já foi procurada por 197 empreendedores. Desse total, chegaram à análise 23, mas só receberam investimentos três projetos: a Bizvox, uma empresa de reconhecimento de voz por telefone; a Publit, editora virtual que faz impressões por demanda; e o Brazil Pass, espécie de cartão de fidelidade com desconto para turistas no Rio.
“Ficava frustrado por só ter chegado a três projetos em três anos de trabalho. Com o contato com “anjos” europeus e americanos, vi que o índice era até bom”, diz Ernesto Weber, ex-presidente da Petrobras, hoje “anjo” da Gávea Angels.
Devido ao alto risco e ao volume de trabalho de prospecção, os anjos costumam atuar em grupo, por meio de uma associação ou de um fundo de investimento. Na associação, os sócios participam apenas de projetos de seu interesse.
“Olhamos os números e vemos o retorno financeiro. Tem de ser algo maior que o DI e outros investimentos disponíveis no mercado”, disse Fábio Bellotti, da São Paulo Anjos.
Para Manuel Iglesias, da mesma associação, além de uma boa idéia, os “anjos” observam se não há problemas legais ou éticos envolvidos. “Se for ético, ecológico, forte em governança, melhor. Mas tem de dar retorno”, disse.
O grande nascedouro dessas empresas são as incubadoras das universidades. “Chegam jovens brilhantes aqui com boas idéias, mas que não sabem vender nem administrar. E ainda precisam de dinheiro”, disse o professor Cesar Salim, da incubadora da PUC do Rio.
Nos EUA, os “anjos” são a principal fonte de financiamento das novas empresas de tecnologia, segundo a ACA (Angel Capital Association), que reúne 200 grupos de “anjos” americanos. Os investimentos totalizam US$ 12,4 bilhões. Os “anjos” investem até 25% de seu patrimônio em troca de 30% das empresas. De cada 5 projetos, 1 terá grande sucesso, enquanto 2 empatarão e 2 fracassarão.”
“Vejam essa maravilha de cenário!
É o episódio relicário
Que o artista, num sonho genial
Escolheu para esse carnaval.
E o asfalto, como passarela,
Será a tela.
O Brasil em forma de aquarela…”
O Brasil é mesmo o “Aquarela” pintado por Silas de Oliveira no seu imortal “Aquarela Brasileira” – samba composto para o carnaval da Império Serrano de 1964! Sob muitos pontos de vista – mas vejam sob este, se não é:
O Cenário: O Mercado Brasileiro, ávido de investimentos e de iniciativas empreendedoras de negócios, num panorama externo e interno único e alvissareiro – apesar dos pesares;
O Episódio Relicário: a oportunidade de interação, colaboração, de participação que nos é dada pela “Rede” (rede não – Redes! As mais diversas) – lugar para onde podemos levar nossos “objetos de estima”… (Quais são os seus objetos de estima? Trabalho? Investimentos? Relacionamentos? Em que áreas? Quais são?)
O Artista: (ou os artistas): Nós, artífices desse episódio!
O Sonho Genial: Qual é o seu?
Carnaval: A grande festa das oportunidades e demandas reprimidas ou não!
O Asfalto, como passarela que será a tela: Claro – falo sobretudo da Web!
O Aquarela: Aquele que terá a diversidade das cores que formos capazes de, como artistas, pintarmos…
A combinação e a interação da web colaborativa (2,0) com a semântica (3,0) terá para o empreendedorismo de negócios – seja na esfera “.com” ou não – um efeito magnífico!
Mas dependerá da capacidade dos artífices (nós). Capacidade de inspiração, de muita transpiração, de iniciativa, de inteligência. Dependerá menos da capacidade de governos e instituições de se organizarem para esse cenário (acho mesmo que estes virão a reboque – mas virão mais rapidos do que a maioria de nós acredita).
Enquanto isso vamos todos nos posicionando “nessa maravilha de cenário”.
Enquete publicada no orkut, na comunidade oficial do Via6 (hoje com 370 Usuários), sobre os interesses dos membros da comunidade em relação ao Portal.
A pesquisa ainda está sendo feita. Se você for usuário do orkut, que tal deixar a sua resposta na enquete para ajudar na pesquisa? http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4169701
“O número de brasileiros que está trocando o trabalho como funcionário em uma empresa ou mesmo driblando o desemprego com a montagem de um negócio próprio está crescendo. Melhor do que isso, aqueles que optaram pelo empreendedorismo têm conseguido permanecer no mercado de forma mais sustentada. As informações constam da nova pesquisa do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), instituto que mede as taxas de empreendedorismo mundial. Os números referentes ao Brasil são animadores. Apesar de ter mantido a 5ª colocação no número de empreendedores – dentro de um ranking de 42 países – , o percentual das empresas que mantêm-se estabelecidas no mercado tem crescido regularmente: passou de 7,6%, em 2003, para 12,09%, no ano passado, para um total de 14,2 milhões de empreendimentos.
Concebido em 1999, o GEM é o maior estudo independente sobre a atividade empreendedora mundial, cobrindo mais de 50 países consorciados, o que representa 90% do PIB (Produto Interno Bruto) e aproximadamente dois terços da população global. Na edição 2006, dos 42 países participantes da pesquisa, 21 eram da Europa, 10 do continente americano (sendo metade da América do Sul), 9 da Ásia, um da África e um da Oceania. Oito novos países participaram do levantamento pela primeira vez: República Tcheca, Turquia, Colômbia, Uruguai, Emirados Árabes, Filipinas, Indonésia e Malásia. A população economicamente ativa – na faixa etária dos 18 aos 64 anos – dos países compreendidos na pesquisa totaliza 2,7 bilhões de pessoas. Aproximadamente 9,5% desse total estava, em 2006, envolvida na criação ou à frente de alguma atividade empreendedora. Desde que a pesquisa foi iniciada, o Brasil sempre esteve entre os dez primeiros colocados.
A pesquisa apresenta dados curiosos. Pela primeira vez na história do levantamento, o número de empreendedores estabelecidos (mais de quatro anos de mercado) superou o de iniciantes (que estão em fase de implementação do negócio ou que já o mantêm por 42 meses). A taxa de empreendedores iniciais no Brasil em 2006 (11,7% do total das empresas), manteve-se praticamente inalterada em relação ao ano anterior, que foi de 11,3%. Mas a de empreendedores estabelecidos vem crescendo muito. Eram 7,8% do total, em 2002, e chegaram a 12,9%, no último ano. “Esse ineditismo sugere um ambiente mais propício ao negócio próprio, atribuído sobretudo à estabilidade econômica. Se realmente se confirmar essa tendência, podemos somar a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas como outro fator para consolidar um clima favorável ao surgimento e manutenção de novas empresas”, afirmou o presidente do Sebrae (Serviço de Apóio à Micro e Pequena Empresa) nacional, Paulo Okamoto.
O levantamento mostra que o Brasil é o décimo país com o maior número de pessoas que abrem negócio no mundo. São cerca de 13,7 milhões de empreendedores iniciais. Nessa categoria, os países mais empreendedores são o Peru (40,1%), Colômbia (22,4%), Filipinas (20,4%), Jamaica (20,3%) e Indonésia (19,2%). No ranking das empresas já estabelecidas, os países que saem na frente são Filipinas (19,7%), Indonésia (17,6%), Tailândia (17,4%), Peru (12,3%) e Brasil (12,09%).
Desde 2005, o GEM também analisa os países segundo o PIB per capita: são os países de renda média e os de renda alta. Assim, constatou-se que as taxas de empreendedorismo inicial tendem a ser mais altas nos países de renda média, devido a diversos fatores, como perfil demográfico e valores culturais. A taxa de empreendedores iniciais é relativamente menor nos países de alta renda, de modo especial na União Européia e no Japão.
Além disso, o levantamento diferencia os empreendedores em função de sua motivação para desenvolver um negócio próprio, se por necessidade ou espírito empreendedor. “Verifica-se que, nos países de renda per capita mais alta, para cada nove empresários que tocam um negócio por oportunidade, apenas um é por necessidade. Na média dos países mais pobres, essa relação é de três por motivação para cada um que tem a real necessidade de um negócio próprio para sobreviver. No Brasil há um empate nesse quesito, mas o que preocupa é que a maioria empreende por sobrevivência”, explicou o consultor sênior da GEM no Brasil, Marcos Schlemm.
Fechamento dos negócios
A descontinuidade dos negócios, bem como os motivos que levam uma empresa a ser fechada, foram analisados na pesquisa de 2006. A média global de fechamento totaliza 3,8% das empresas. Em relação aos fatores que inibem o empreendedorismo no Brasil, cerca de 70% das menções feitas por especialistas ouvidos pela GEM concentram-se em três condições: políticas governamentais, especialmente a elevada tributação e o excesso de burocracia; apoio financeiro, como a dificuldade de acesso a crédito e política de juros altos; e educação e treinamento, por não explorar o tema empreendedorismo no ensino formal.
Já os empreendedores têm dificuldade de obter não apenas informações sobre legislação, políticas públicas e linhas de crédito, como também acesso ao próprio crédito para investimento. De acordo com o mesmo estudo, 56% dos empreendedores entrevistados têm como fonte de recursos os parentes próximos e 53,6% utilizam dinheiro próprio. No mais, daqueles que fecharam suas empresas, 31% alegaram excessiva competição e falta de clientes, ao passo que 9,7% informaram ter arrumado um bom trabalho.”
Universia
O
é meu blog predileto – e o Alexandre Fugita é, ao meu ver, um dos melhores blogueiros na ativa. Acabo de receber o mail com a atualização do seu blog falando sobre a compra pela
do gigante
– outro site cuja competência principal (como a Google) é, em princípio, “vender anúncios”.
Por incrível que (me) pareça, mesmo na era da Web 2.0, os grandes players da internet mundial (e nacional) ainda conseguem sobreviver da venda de anúncios! Ah – claro, mas agora já se faz uma “oferta dirigida” (a Techbits classifica a Google como um CRM gigante) – o que nem é o caso da DoubleClick – mas ainda assim me causa estranheza o fato deste ainda ser o principal e maior meio de monetização das empresas “pontocom” – como no tempo da 1ª bolha…
Aqui no Brasil um bom exemplo desse modelo é a ótima Via6 (mencionada no meu post anterior – Experimentando a Via6). Questionados por mim quanto às suas principais fontes de receita, a empresa fala na velha fórmula publicidade + assinatura ! Uma empresa pioneira sob vários aspectos, aparentemente conservadora sob o ponto de vista do negócio em si?
Mas aí, dirão: por que mudar essa “fórmula de sucesso”? Se o grande benchmark mundial – a Google – faz assim, por que não as nossas pontocons tupiniquins? Ora – direi – consultem o oráculo! Quantas e quais empresas – nacionais ou não – realmente sobrevivem desse tipo de receita atualmente? Qual será o espaço deixado nesse limbo que sobra das gigantes? Quais são as margens reais (e quase nunca reveladas) desse tipo de negócio? Será que na verdade o grande produto desse tipo de empresa não é, antes, muitas vezes, a própria empresa? Mas isso não contribuiu muito significativamente para a criação da bolha no 1º estágio de vida da internet comercial no mundo todo? São apenas perguntas de me faço como empreendedor…
Às vezes chego a questionar (do alto da minha ingênua e arrogante prepotência) o quanto pode-se esperar dos nossos gênios da informática que são capazes de criar ferramentas realmente geniais do ponto de vista da funcionalidade e da aplicabilidade, mas que não conseguem dar à própria empresa (ao negócio em si) soluções igualmente geniais – e continuam apostando em velhas saídas. E é óbvio que não estou falando mais da Google – e a mim também me parece que engana-se quem acredita mesmo que publicidade, apesar de claramente ser uma de suas competências, que seja ainda a principal.
O mercado das empresas pontocom não é diferente dos demais no que diz respeito à falta de formação empreendedora nas escolas. Formam-se técnicos e engenheiros de 1ª linha e empreendedores de menor envergadura. Isso mesmo nas escolas de primeiríssima linha. Para compensar, espero que o fato de agora no Brasil o capital de risco já estar apostando suas fichas (capital semente) em empresas start-ups mude esse cenário a tempo de livrar nossas empresas de um novo fiasco mercadológico. Essa parceria pode mesmo dar excelentes frutos. Competências não nos faltam.
